Esta sexta-feira, o panorama económico de Portugal será moldado por várias divulgações de dados importantes. O Instituto Nacional de Estatística (INE) irá apresentar a estimativa rápida da inflação de janeiro e os dados das contas nacionais trimestrais. Além disso, o Eurostat fará a medição da taxa de desemprego, enquanto o Banco de Portugal (BdP) revelará informações sobre o regime de garantia do Estado em contratos de crédito à habitação. Por último, a Entidade Orçamental publicará a síntese da execução orçamental até dezembro de 2025.
Começando pela inflação, o INE vai divulgar a estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor para janeiro. Em 2025, a inflação registou uma subida de 2,3%, uma desaceleração de 0,1 pontos percentuais em relação a 2024. Os alimentos continuam a ser o principal responsável por esta variação, refletindo a pressão que os preços dos bens essenciais exercem sobre o orçamento das famílias.
Em seguida, o INE também apresentará a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais do quarto trimestre de 2025. No terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em comparação com o ano anterior, uma taxa que superou em 0,6% a do trimestre anterior. A procura externa líquida teve um impacto menos negativo, o que sugere uma recuperação nas exportações, embora as importações de bens e serviços tenham desacelerado.
O Eurostat, por sua vez, revelará os dados de desemprego referentes a dezembro. Em novembro, a taxa de desemprego em Portugal foi de 5,7%, abaixo da média da União Europeia, que se situou em 6%. Este dado é um indicador positivo para o mercado de trabalho português, que tem mostrado sinais de resiliência.
O Banco de Portugal também estará em destaque, ao divulgar os dados de dezembro sobre o regime de garantia do Estado para contratos de crédito à habitação. Em novembro, mais de metade da linha de 1,2 mil milhões de euros destinada a jovens já tinha sido utilizada. Nos primeiros nove meses do ano, os bancos utilizaram 626 milhões de euros da garantia, o que representa uma taxa de utilização de 52,8%. Este apoio é crucial para facilitar o acesso à habitação, especialmente para as novas gerações.
Por fim, a Entidade Orçamental publicará a síntese da execução orçamental até dezembro de 2025. Até novembro, o Estado alcançou um excedente orçamental de 2.835,6 milhões de euros, uma melhoria de 633,9 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, houve uma redução de 1.318,5 milhões de euros em comparação com o saldo até outubro, o que levanta questões sobre a sustentabilidade das contas públicas.
Estes dados económicos são fundamentais para compreender a evolução da economia portuguesa e o impacto nas vidas dos cidadãos. Leia também: “Como a inflação afeta o seu orçamento familiar”.
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Fonte: ECO





