Depressão Kristin provoca aumento de sinistros e resposta das seguradoras

A depressão Kristin, que causou a morte de cinco pessoas e deixou um rasto de destruição no centro de Portugal, está a provocar um aumento significativo no volume de sinistros, desafiando a capacidade de resposta do setor segurador. As seguradoras estão a enfrentar um pico de participações de sinistros, o que as leva a implementar medidas extraordinárias para gerir a situação.

Até às 18h00 de sexta-feira, a Fidelidade reportou a existência de 5.662 processos de sinistro em aberto, a maioria relacionados com danos em habitações, estabelecimentos comerciais e infraestruturas. Para enfrentar este desafio, a seguradora ativou o seu plano de emergência e reforçou as suas equipas internas. Além disso, deslocou uma unidade móvel de emergência para Leiria, equipada com tecnologia avançada, incluindo drones, para apoiar a peritagem. A Fidelidade também recorreu aos seus 140 peritos da rede nacional, permitindo uma alocação flexível de recursos conforme as necessidades no terreno.

O Grupo Ageas Portugal, por sua vez, assegura ter peritos suficientes para responder ao aumento de sinistros. A seguradora mobilizou equipas nas áreas mais afetadas e criou uma equipa dedicada exclusivamente ao acompanhamento dos eventos relacionados com a depressão Kristin. Para agilizar a regularização de sinistros patrimoniais, especialmente os de menor valor, a Ageas implementou medidas excecionais. Para sinistros de multirriscos habitação até 4.000 euros, é possível regularizar os processos apenas com orçamentos, caderneta predial, IBAN e fotografias dos danos, dispensando a necessidade de uma peritagem presencial.

As seguradoras estão a solicitar aos clientes o envio de fotografias e orçamentos para acelerar o tratamento dos sinistros. Esta abordagem permite decisões mais rápidas e, em alguns casos, a dispensa da peritagem no local, libertando os peritos para que possam concentrar-se nos danos mais graves.

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Para apoiar os clientes na gestão dos processos de sinistro, o Grupo Ageas Portugal instalou um ponto de apoio presencial em Leiria, que estará disponível no Pavilhão Carlos Neto, em Marrazes, no dia 30 de janeiro. A Fidelidade, por sua vez, mantém uma linha de emergência dedicada a funcionar 24 horas por dia.

Ambas as seguradoras consideram prematuro avançar com estimativas de prejuízos, embora reconheçam que este evento terá custos elevados. A Fidelidade antecipa que os prejuízos serão significativos, tanto em número de sinistros como em valor. Quanto ao impacto futuro nos prémios de seguro, as seguradoras são cautelosas. A Fidelidade esclarece que a situação atual não está diretamente relacionada com alterações futuras nos prémios, uma análise que depende de vários fatores. No entanto, a Ageas admite que o aumento da frequência destes sinistros poderá resultar, no futuro, em custos de proteção de resseguro mais elevados.

A depressão Kristin destaca os desafios que o setor segurador enfrenta num contexto de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, exigindo uma resposta ágil e eficaz. Leia também: O impacto das mudanças climáticas nos seguros.

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Fonte: ECO

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