Mare Nostrum ambiciona mil milhões com algoritmo inovador

O fundo Mare Nostrum Global Equities, lançado no final de junho, já conseguiu acumular 70 milhões de euros em ativos sob gestão, duplicando o valor em apenas seis meses. A equipa gestora, liderada por Leonardo Mathias, está otimista e acredita que pode alcançar mil milhões de euros em ativos. A chave para esse crescimento está no ‘algoritmo’ desenvolvido por João Cortez de Lobão, fundador e acionista do fundo.

Luís Lavradio, administrador executivo do Mare Nostrum Funds, afirmou em uma recente conferência de imprensa que “a prazo, podemos chegar a um bi [mil milhões de euros em ativos sob gestão]”. No entanto, Leonardo Mathias, ex-secretário de Estado da Economia e CEO da Lagaretta Capital, enfatizou que o objetivo não é ser o maior, mas sim o mais rentável.

O foco na rentabilidade é uma prioridade para a equipa. João Cortez de Lobão, responsável pelo algoritmo, destacou que o objetivo é fazer crescer o património dos clientes. “Gostamos de ver os nossos clientes sorrirem”, afirmou. O algoritmo, que foi estruturado pela Three Rock Capital Management, é uma ferramenta central na estratégia de investimento do fundo, que se concentra no mercado acionista.

Mas o que torna este algoritmo tão especial? Embora os responsáveis do fundo não revelem todos os detalhes, garantem que os seus interesses estão alinhados com os dos investidores, uma vez que detêm 10% do fundo. O montante mínimo de investimento no Mare Nostrum é de 100 mil euros, o que limita o acesso a investidores profissionais ou de perfil elevado. Após seis meses de atividade e um roadshow por várias cidades, o fundo já conta com cerca de uma centena de clientes, com uma subscrição média de 600 mil euros.

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Desde 2010, o algoritmo tem apresentado um retorno anual de 18,64%, superando os principais índices de ações, como o S&P 500 e o MSCI World. João Cortez de Lobão afirmou que a sua média permite duplicar o capital a cada três ou quatro anos. O algoritmo filtra mais de 5.000 ações a nível mundial, selecionando entre 10 a 25 empresas para a carteira, que atualmente inclui 10 títulos norte-americanos de diversos setores, como semicondutores, software, energia e serviços financeiros.

Desde o seu lançamento, o fundo já rendeu 15% aos subscritores, e João Cortez de Lobão está confiante no futuro. “Vamos passar os dois melhores anos que alguma vez tivemos”, disse, referindo fatores como a descida das taxas de juro pela Fed e o impacto da Inteligência Artificial como motores para os mercados acionistas. “Temos matéria-prima espetacular”, concluiu.

Leia também: O impacto da Inteligência Artificial nos mercados financeiros.

Mare Nostrum Mare Nostrum Nota: análise relacionada com Mare Nostrum.

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Fonte: ECO

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