O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Kevin Warsh será o novo presidente da Reserva Federal (Fed), substituindo Jerome Powell. A confirmação foi avançada pelo Financial Times e pela Bloomberg, que destacam a escolha de Warsh como uma decisão estratégica para o futuro da política monetária americana.
Na quinta-feira, Trump revelou que o anúncio oficial da nomeação ocorreria na manhã de sexta-feira, no horário local. O presidente afirmou que a escolha recaiu sobre alguém “muito respeitado” e “conhecido em todo o mundo financeiro”. Warsh já tinha sido considerado para o cargo em 2017, mas na altura Trump optou por Powell.
Kevin Warsh é uma figura com fortes ligações a Wall Street e um histórico de críticas à política monetária de Powell. Assim como Trump, Warsh argumenta que a Fed cometeu “erros” que têm impactado negativamente quem procura comprar casa. Em julho de 2025, ele afirmou que “cortes nas taxas são o primeiro passo para uma mudança de regime necessária na Reserva Federal”.
Com uma carreira que inclui sete anos na área de fusões e aquisições do Morgan Stanley, Warsh foi nomeado por George W. Bush para o conselho da Fed em 2006, cargo que ocupou durante cinco anos. A Bloomberg reporta que a Casa Branca já iniciou esforços para garantir apoio político no Senado, antecipando possíveis objeções à sua nomeação. Fontes indicam que Trump se reuniu com Warsh na Casa Branca na quinta-feira para discutir a transição.
A nomeação de Warsh teve um impacto imediato no mercado financeiro. O índice do dólar dos EUA subiu 0,3%, refletindo a confiança dos investidores na nova liderança da Fed. A yield das obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos também registou um aumento, sinalizando uma expectativa de políticas monetárias mais restritivas sob a liderança de Warsh.
Krisitina Clifton, economista sénior no Commonwealth Bank of Australia, comentou que a valorização do dólar se deve à percepção de que Warsh é menos “dovish” em comparação com outros candidatos, como Kevin Hassett. A expectativa é que Warsh preserve a independência da Fed, um aspecto que Trump considera fundamental.
Outros candidatos à liderança da Fed incluíam Rick Rieder, que era visto como favorito antes da escolha de Warsh, e Christopher Waller, um dos governadores da Fed que defendeu cortes nas taxas. Kevin Hassett, conselheiro económico da Casa Branca, também foi mencionado, mas a sua nomeação parece menos provável após Trump ter expressado preferência por mantê-lo na sua posição atual.
A nomeação de Kevin Warsh para a Fed poderá ter um impacto significativo na política monetária dos EUA e nas decisões que afetam a economia global. Leia também: O que esperar da nova liderança da Reserva Federal.
Kevin Warsh Kevin Warsh Nota: análise relacionada com Kevin Warsh.
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Fonte: ECO





