Calamidade: 60 concelhos afetados pela tempestade Kristin

O Governo português declarou uma situação de calamidade em 60 concelhos, devido aos danos severos provocados pela tempestade Kristin, conforme publicado em Diário da República. Esta medida, que abrange um período entre as 00h00 de 28 de janeiro e as 23h59 de 1 de fevereiro de 2026, visa responder à devastação que afetou gravemente a vida de muitas comunidades.

A tempestade causou não apenas a perda trágica de vidas humanas, mas também danos significativos em habitações, infraestruturas essenciais, empresas e património cultural. A situação é particularmente crítica na região Centro, onde as populações enfrentam perturbações prolongadas no fornecimento de água, eletricidade e comunicações. O Governo sublinha que a calamidade impacta diretamente as condições de vida dos cidadãos.

Os concelhos abrangidos pela declaração de calamidade incluem Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Covilhã, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Golegã, Idanha-a-Nova, Leiria, Lourinhã, Lousã, Mação, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Óbidos, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Peniche, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Sertã, Soure, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.

O diploma aprovado pelo Governo também permite que os responsáveis pelas áreas da economia e da administração interna identifiquem outros concelhos que, embora não estejam na lista inicial, tenham sofrido impactos graves devido à tempestade Kristin. Esta avaliação será feita em colaboração com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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É importante destacar que a declaração de calamidade não isenta as seguradoras das suas responsabilidades em relação a contratos de seguro, conforme estipulado na Lei de Bases da Proteção Civil. O Governo determinou ainda um levantamento urgente dos danos causados e a manutenção de equipas de emergência médica e de apoio social em alerta.

Além disso, a situação de calamidade permite a dispensa de serviço para trabalhadores do setor público ou privado que atuem como bombeiros voluntários ou na Cruz Vermelha, exceto para aqueles que estão em funções nas Forças Armadas ou em serviços públicos de saúde. A medida ativa automaticamente os planos de emergência de proteção civil, garantindo uma resposta rápida às necessidades das populações afetadas.

Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, enfatizou que a situação atual justifica uma abordagem excecional nas contratações públicas, que será agilizada por razões de urgência. A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição, com pelo menos cinco mortos e várias pessoas feridas, conforme relatado pela Proteção Civil.

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Fonte: ECO

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