O panorama empresarial em Portugal apresenta-se otimista à medida que se aproxima 2026. De acordo com o mais recente Barómetro C-Suite da Forvis Mazars, nove em cada dez gestores executivos expressam confiança no crescimento para o próximo ano, apoiados por um desempenho positivo em 2025, onde 70% das empresas reportaram lucros crescentes. Contudo, a incerteza económica e a concorrência acentuada são desafios que podem dificultar este crescimento, uma preocupação partilhada por líderes empresariais a nível global.
O relatório revela um paradoxo interessante: apesar de a Inteligência Artificial (IA) ser considerada a tendência com maior impacto nos negócios, o investimento em tecnologia em Portugal permanece abaixo da média global. Apenas 2% das empresas nacionais destinam mais de 20% do seu orçamento para IA, uma diferença significativa em comparação com os 15% observados internacionalmente.
Além da IA, os gestores destacam outros fatores que influenciam as suas operações, como o aumento da concorrência, a agitação social e a adaptação a novos modelos de trabalho. Sérgio Santos Pereira, Country Managing Partner da Forvis Mazars em Portugal, sublinha que os resultados refletem uma “atitude prudente” num contexto de incerteza global. “A transformação tecnológica e os desafios da IA continuam na ordem do dia, mas ainda há muito caminho a percorrer”, afirma.
Os líderes empresariais identificaram cinco fatores externos que terão um impacto significativo nos seus negócios em 2026. O primeiro é a Inteligência Artificial e novas tecnologias, seguido pelo aumento da concorrência, a agitação social, os novos modelos de trabalho e a incerteza económica. Para enfrentar estes desafios, as prioridades estratégicas incluem a expansão internacional e a diversificação de produtos.
No que toca aos recursos humanos, a IA já está a provocar mudanças nas equipas. Cerca de 15% dos líderes reconhecem que a tecnologia já substituiu alguns postos de trabalho, enquanto 38% afirmam que a implementação da IA criou novas funções especializadas. Além disso, 60% dos participantes indicam que reestruturaram as suas equipas para integrar estas novas ferramentas.
Apesar da cautela em relação aos investimentos em IA, as empresas portuguesas continuam a avançar. As prioridades para 2026 incluem a expansão internacional, o lançamento de novas categorias de produtos e a digitalização dos sistemas de TI. A maioria das empresas (58%) planeia aumentar o investimento em áreas já consolidadas, como a aquisição de clientes e o planeamento de continuidade de negócios.
O índice de confiança em Portugal é de 20%, com um em cada cinco executivos a sentir-se “muito confiante” na sua capacidade de gerir as tendências disruptivas que moldarão o mercado até ao final do ano.
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Inteligência Artificial Inteligência Artificial Inteligência Artificial Nota: análise relacionada com Inteligência Artificial.
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Fonte: Sapo





