O Ministério da Justiça anunciou que está a tomar todas as medidas necessárias para restaurar a normalidade nos serviços judiciais do distrito de Leiria, uma das áreas mais afetadas pela tempestade Kristin na passada quarta-feira. A tempestade causou danos significativos, levando o ministério a agir rapidamente para garantir o funcionamento adequado da Justiça e a segurança dos cidadãos.
Numa publicação nas redes sociais, o ministério, liderado por Rita Alarcão Júdice, afirmou que uma equipa de técnicos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) e da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) deslocou-se a Leiria. O objetivo foi reunir-se com o administrador judiciário e a presidente da Comarca para avaliar os danos provocados pela tempestade Kristin nos equipamentos do setor.
O comunicado do ministério sublinha que a situação está a ser monitorizada de forma contínua, com especial atenção para os impactos da tempestade Kristin em Leiria. O IGFEJ e a DGAJ estão a trabalhar em articulação com as entidades competentes para assegurar uma resposta eficaz.
A Ordem dos Advogados (AO) também se manifestou, pedindo ao Ministério da Justiça a implementação de medidas urgentes para garantir o funcionamento das comarcas afetadas. Entre as solicitações estão a suspensão de prazos processuais e a reprogramação de diligências, uma vez que a tempestade Kristin causou a interrupção do acesso ao portal Citius, além de cortes de energia e o encerramento de edifícios judiciais.
A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal continental, resultando em pelo menos cinco mortes, segundo a Proteção Civil, além de feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande reportou ainda uma vítima mortal adicional. As consequências materiais incluem quedas de árvores, danos em estruturas, bloqueios de estradas e interrupções nos serviços de transporte, especialmente ferroviários. Escolas foram fechadas e houve cortes de energia, água e comunicações.
Os distritos mais afetados foram Leiria, Coimbra e Santarém, onde os estragos foram mais evidentes. O Governo declarou uma situação de calamidade que se estende desde as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de 1 de fevereiro, abrangendo cerca de 60 municípios, um número que poderá aumentar à medida que os danos forem avaliados.
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Fonte: Sapo





