O Reino Unido e o Japão firmaram um acordo para reforçar a cooperação em defesa e segurança, numa altura em que as tensões geopolíticas aumentam. Esta decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, durante uma visita a Tóquio, onde se reuniu com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.
Keir Starmer destacou a importância de aprofundar a parceria bilateral, afirmando que a segurança coletiva nas regiões euro-atlântica e indo-pacífica é uma prioridade. “Definimos claramente como prioridade aprofundar ainda mais a nossa parceria nos próximos anos”, disse Starmer, sublinhando que isso implica um trabalho conjunto para reforçar a segurança coletiva.
Durante um jantar que os dois líderes tiveram, abordaram a cooperação para garantir uma região Indo-Pacífica livre e aberta, além de discutirem a situação no Médio Oriente e na Ucrânia. Takaichi anunciou que Londres e Tóquio planeiam realizar, ainda este ano, uma reunião entre os seus ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.
No que diz respeito à segurança económica, ambos os países concordaram na necessidade de fortalecer as cadeias de abastecimento entre nações que partilham valores comuns. A cooperação em defesa também se estende ao acesso a matérias-primas críticas, como as terras raras, que são essenciais para diversos sectores estratégicos.
Além disso, Starmer e Takaichi revelaram uma nova aliança estratégica nas áreas da cibersegurança, energia eólica e energia nuclear. O objetivo é impulsionar o crescimento económico e a resiliência industrial, diversificando as cadeias de fornecimento de minerais críticos. O primeiro-ministro britânico destacou o potencial da cooperação na energia eólica offshore e na energia nuclear, uma área em que o Japão tem vindo a aumentar o seu investimento para reduzir a dependência de importações e cumprir as suas metas de descarbonização.
A visita de Starmer ao Japão seguiu-se a uma deslocação de quatro dias à China, onde se encontrou com o Presidente Xi Jinping. Nos últimos tempos, vários líderes internacionais, incluindo os de França, Canadá e Finlândia, visitaram Pequim, em resposta a tensões criadas por declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a Gronelândia e ameaças de tarifas aduaneiras.
Trump advertiu que seria “muito perigoso” para Londres manter relações com a China, uma afirmação que Starmer minimizou, lembrando que o próprio Trump também deverá visitar a China em breve. As relações entre Tóquio e Pequim têm-se deteriorado, especialmente após comentários de Takaichi sobre a possibilidade de intervenção militar japonesa em caso de ataque chinês a Taiwan, uma ilha que Pequim reivindica como parte do seu território.
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Fonte: Sapo





