Empresas portuguesas na Web Summit Qatar buscam investimento

A capital do Qatar, Doha, acolhe a partir deste domingo a terceira edição da Web Summit, que se destaca pela forte representação de empresas portuguesas. Mais de 20 startups nacionais estarão presentes até quarta-feira, com o objetivo de explorar oportunidades de negócio numa conferência que reunirá cerca de 30 mil participantes, incluindo investidores, fundadores e líderes de empresas.

Os empreendedores portugueses não se limitam a expor os seus produtos; a intenção é também estabelecer uma entrada no mercado do Médio Oriente, angariar financiamento e encontrar parceiros estratégicos. Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, sublinha que o Qatar tem vindo a ganhar relevância na região. “As startups têm dois objetivos: entender o mercado e levantar fundos”, afirma Azevedo.

O Médio Oriente é considerado uma “importante fonte de financiamento”, com programas agressivos de aceleração de startups. A Web Summit oferece uma oportunidade única para as empresas portuguesas conhecerem os mecanismos locais de investimento. Contudo, Azevedo alerta que os empreendedores não devem esperar fechar negócios imediatamente. “A confiança e as relações são fundamentais. A Web Summit é uma porta de entrada, mas é preciso estudar bem as organizações com as quais se pretende falar”, aconselha.

Esta edição da Web Summit Qatar é a maior até agora, com 1.600 startups e 900 investidores, incluindo nomes como Amino Capital e Initialized Capital. Alexandre Santos, presidente da Startup Portugal, destaca que esta missão é uma oportunidade para criar parcerias e dar visibilidade à inovação portuguesa. “A Web Summit permite-nos chegar a este mercado de forma mais próxima e qualificada”, afirma.

Na edição anterior, a Startup Portugal assinou um Memorando de Entendimento com a Invest Qatar, que resultou na identificação de oportunidades a serem ativadas. A terceira edição da cimeira tecnológica em Doha está marcada para fevereiro de 2026 e já está esgotada.

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A DareData Engineering, uma das empresas presentes na conferência anterior, destacou a importância de ter uma presença local para aceder a oportunidades. O cofundador Ivo Bernardo sublinha que os contactos feitos na Web Summit podem não resultar em negócios imediatos, mas são essenciais para estabelecer relações no mercado.

O impacto económico da Web Summit no Qatar tem sido significativo. Na edição anterior, o evento gerou um impacto de 185 milhões de euros, e a expectativa é que este valor aumente com a participação de 30 mil pessoas. O Qatar, um dos países mais ricos do mundo, tem investido em tecnologia e inovação, e a Web Summit é uma forma de se posicionar como um centro de inovação global.

Apesar do potencial, o Qatar ocupa a 83ª posição no ranking de clientes de Portugal, com mais de 300 empresas nacionais a exportar para o país. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) considera que o Qatar é um “mercado de nicho” em crescimento, mas a sua importância nas exportações ainda é considerada residual.

Nos próximos dias, o ECO estará em Doha para acompanhar a participação das empresas portuguesas e perceber se haverá um aumento na sua presença e exportações para o Qatar. Leia também: Startups portuguesas em busca de novos mercados.

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Fonte: ECO

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