Nove concelhos em situação de calamidade devido a tempestade

O Governo português anunciou a extensão da situação de calamidade a mais nove concelhos, prolongando a vigência até 8 de fevereiro, em resposta aos danos causados pela tempestade Kristin e ao risco extremo de cheias nos próximos dias. Esta decisão foi tomada durante um Conselho de Ministros extraordinário, que visou implementar medidas para mitigar os efeitos da tempestade e proteger as populações afetadas.

Os novos municípios abrangidos pela situação de calamidade incluem Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga. Antes deste alargamento, já estavam em situação de calamidade 60 concelhos, principalmente nas regiões Centro e Oeste, como Coimbra, Leiria, Santarém e Torres Vedras.

De acordo com o comunicado emitido após a reunião do Conselho de Ministros, a decisão de prolongar a situação de calamidade até às 23h59 do dia 8 de fevereiro de 2026 foi tomada tendo em conta as persistentes necessidades de assistência às populações e as condições climatéricas adversas que se avizinham, incluindo o risco extremo de cheias. Todos os efeitos, apoios e medidas já previstos mantêm-se em vigor.

Além disso, o Governo aprovou um pacote de apoios que poderá ascender a 2,5 mil milhões de euros, destinado a responder aos estragos causados pela depressão Kristin. Este pacote inclui apoio a famílias, empresas e entidades públicas. Entre as 14 medidas propostas, destacam-se subsídios para famílias em situação de carência económica, com um limite de 1.074,26 euros por membro do agregado familiar, e um apoio de até 10 mil euros para obras de reparação, reabilitação ou reconstrução. Também estão previstas transferências extraordinárias para a recuperação de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, municipais e de património cultural.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, resultou em pelo menos cinco mortes, segundo a Proteção Civil, além de vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande reportou uma vítima mortal adicional no concelho. No sábado, dois homens faleceram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria devido a intoxicação por monóxido de carbono proveniente de um gerador.

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As consequências materiais do temporal incluem quedas de árvores e estruturas, condicionamento de estradas e serviços de transporte, especialmente nas linhas ferroviárias, além do fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações. Os distritos mais afetados, onde se registam os maiores estragos, são Leiria, Coimbra e Santarém.

Leia também: O impacto das intempéries na economia local.

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Fonte: ECO

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