As Forças Armadas de Portugal intensificaram o apoio às populações afetadas pela depressão Kristin, que provocou chuvas intensas e ventos fortes em várias regiões do país. A intervenção visa mitigar os danos e ajudar as comunidades a recuperar das consequências deste fenómeno meteorológico.
Na Base Aérea N.º 5, localizada em Monte Real, a Força Aérea disponibilizou serviços de higiene e refeições à comunidade. Além disso, equipas estão a trabalhar na remoção de destroços e na reposição de infraestruturas essenciais. Em comunicado, foi anunciado que foram enviados geradores, ferramentas, lonas impermeáveis e kits de mobilidade para as áreas mais afetadas. Helicópteros e aviões, incluindo um AW119 Koala, estão em alerta máximo, realizando missões de reconhecimento em colaboração com a E-Redes, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade em Portugal. O Centro de Operações Espaciais também está a fornecer imagens de satélite para ajudar na coordenação das ações no terreno.
A Marinha, em colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), está a realizar patrulhas de vigilância e monitorização em áreas críticas, especialmente nas zonas ribeirinhas. Este esforço inclui o transporte de material e apoio a populações isoladas. Atualmente, mais de 240 militares, 35 viaturas, 31 botes, cinco geradores, cinco drones e um helicóptero estão prontos para intervir, com reforços previstos devido à continuidade do mau tempo.
Os militares estão a operar em várias localidades, como Batalha, Coimbra, Coruche, Leiria, Marinha Grande, Montemor-o-Velho, Soure e Vila Nova da Barquinha. O seu trabalho consiste em apoiar as autarquias e os bombeiros na desobstrução e reconstrução de locais, edifícios e estradas, bem como na manutenção de geradores e remoção de detritos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, ocorrida na quarta-feira, resultou em pelo menos cinco mortes, segundo informações da Proteção Civil. Além dos feridos e desalojados, a Câmara da Marinha Grande reportou uma vítima mortal adicional. No sábado, dois homens perderam a vida ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. No domingo, um homem faleceu em Leiria devido a intoxicação por monóxido de carbono, proveniente de um gerador.
As principais consequências materiais deste temporal incluem quedas de árvores e estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, especialmente nas linhas ferroviárias, bem como o encerramento de escolas e interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações. Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são os mais afetados, registando os maiores estragos.
O Governo de Portugal decretou a situação de calamidade, que foi prolongada até ao dia 08 de fevereiro, após uma reunião do Conselho de Ministros. A situação continua a ser monitorizada, enquanto as Forças Armadas mantêm o seu compromisso de apoiar as comunidades afetadas pela depressão Kristin.
Leia também: A importância da preparação para desastres naturais.
depressão Kristin depressão Kristin Nota: análise relacionada com depressão Kristin.
Leia também: Jornal Económico: Acesso digital facilitado para assinantes
Fonte: ECO





