Investir continua a ser um tema que gera dúvidas e receios para muitos. É comum ouvir expressões como “não percebo nada disto” ou “investir é um jogo de sorte”. Durante anos, decisões como a subscrição de um PPR ou a escolha de onde aplicar as poupanças foram vistas como um salto no escuro. No entanto, ao analisarmos o mundo dos investimentos, percebemos que a escolha de ativos é mais sobre método e disciplina do que sobre adivinhação.
Escolher ativos significa, acima de tudo, alinhar os nossos objetivos com o nível de risco que estamos dispostos a aceitar. Para quem poupa para a reforma, por exemplo, não faz sentido investir com a mentalidade de quem busca ganhos rápidos. O foco deve ser a construção de um património ao longo de décadas. Ao mudarmos a nossa perspetiva temporal, a abordagem aos investimentos também se transforma.
Os produtos de poupança mais eficazes, como fundos, ETFs ou PPR, baseiam-se em princípios simples: custos controlados, diversificação inteligente e uma estratégia que resista às rápidas mudanças do mundo atual. Numa era de sobrecarga de informação, a simplicidade torna-se uma vantagem.
Um exemplo claro dessa abordagem são os PPR de nova geração, como o PPR do Doutor Finanças. Estes produtos não são perfeitos, mas refletem bem a ideia de regressar ao essencial: comissões baixas, regras claras e uma filosofia de longo prazo que prioriza decisões consistentes em vez de reações impulsivas. Ao investir em um número limitado de títulos através de ETFs, estes produtos oferecem acesso a uma vasta gama de instrumentos e classes de ativos, simplificando o processo sem comprometer a qualidade.
A diversificação não precisa ser sinónimo de complexidade. Não é necessário encher uma carteira com dezenas de produtos para alcançar um bom equilíbrio; o importante é escolher ativos que se comportem de maneira diferente em tempos de volatilidade. Ações para crescimento, obrigações para estabilidade e ouro para proteção. Cada ativo desempenha um papel específico, como peças de um quebra-cabeça que, juntas, criam resiliência. Esta é a filosofia que orienta o PPR Doutor Finanças.
Um dos maiores erros na seleção de ativos é a crença de que existe um momento certo para investir. Na realidade, ninguém consegue prever com precisão quando o mercado vai subir ou descer. O que realmente importa é que o tempo, e não o timing, é o maior aliado do investidor. Aqueles que investem com uma visão de longo prazo jogam um jogo diferente dos que tentam antecipar movimentos de mercado.
Esta lógica é ainda mais relevante para quem está próximo da reforma. As decisões passam a ser menos sobre maximizar o crescimento e mais sobre proteger e equilibrar a carteira. É essencial que a carteira seja confortável e eficiente. Muitas pessoas começam a poupar mais tarde, não por falta de interesse, mas porque a vida tem os seus próprios planos. Por isso, produtos que se adequem a perfis moderados, com riscos ajustados, são fundamentais. Embora não substituam a literacia financeira, oferecem um suporte valioso até que essa literacia seja adquirida.
O que realmente importa é o tempo. Um euro investido com disciplina pode crescer exponencialmente através do juro composto, frequentemente referido como a “oitava maravilha do mundo”. Ensinar esta realidade é, na verdade, ensinar a liberdade financeira no futuro.
Ao refletirmos sobre a escolha de ativos, talvez devêssemos deixar de lado a busca pelo “melhor produto” e focar na “melhor estratégia para a vida que desejamos”. Afinal, o objetivo do investimento não é apenas superar o mercado, mas sim conquistar tempo, tranquilidade e liberdade de escolha. As carteiras podem ser ajustadas, os ciclos económicos vão e vêm, mas o que permanece é a capacidade de olhar para o futuro e sentir que fizemos o melhor que podíamos.
Essa é, no fundo, a essência de escolher bem os ativos. Não se trata de acertar sempre, mas de garantir que, mesmo quando cometemos erros, estamos protegidos por um plano que se adapta ao nosso ritmo de vida e não ao ritmo das notícias.
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Fonte: Doutor Finanças




