Gulbenkian investe 2 milhões em projetos para jovens NEET

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou um investimento de dois milhões de euros para financiar 14 projetos que visam promover a qualificação e a empregabilidade de jovens que se encontram fora do sistema educativo e do mercado de trabalho, conhecidos como “nem-nem” ou jovens NEET (Not in Education, Employment or Training). Esta iniciativa foca-se nas quatro regiões de Portugal onde este grupo é mais significativo: as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, o Algarve e a Região Autónoma dos Açores.

Embora a taxa de jovens NEET em Portugal tenha registado uma descida consistente desde 2013, em 2023 ainda existem cerca de 140 mil jovens nesta situação, um número que está abaixo da meta europeia de 9% até 2030, mas que continua a ser preocupante, especialmente entre grupos vulneráveis. Pedro Cunha, gestor do projeto Gulbenkian Empregar, sublinha que “não podemos descansar sobre o mantra do pleno emprego porque ele não é nada pleno para os jovens”.

Nos últimos 20 anos, a Gulbenkian financiou diversos projetos, mas a maioria não sobreviveu após o término do financiamento. Este cenário justifica a criação de um projeto integrado com um suporte financeiro robusto. O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) é o parceiro estratégico da Gulbenkian nesta iniciativa, colaborando com instituições como o Iscte e o MAZE IMPACT, que irão formar os consórcios responsáveis pelos projetos e capacitar as equipas em inovação.

Pedro Cunha explica que o IEFP acompanhará os projetos no terreno, com técnicos dedicados a avaliar a qualidade e eficácia das iniciativas. O objetivo é identificar quais projetos podem ser escalados, seja através da internalização ou por financiamento adicional de fundos nacionais ou europeus.

Os projetos selecionados, que serão anunciados em breve, abrangem diversas áreas, incluindo o desenvolvimento de literacias básicas, competências sociais e técnicas, requalificação, estágios, orientação profissional, e apoio à regularização de documentação para imigrantes. “Foram privilegiados projetos com comprovada sustentabilidade a médio-longo prazo e forte potencial de replicação”, acrescenta Pedro Cunha.

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Os consórcios que apresentaram as propostas são compostos por entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, e a expectativa é que estas iniciativas venham a apoiar mais de mil jovens entre os 16 e os 34 anos que não estudam nem trabalham, ou que se encontram em situações de emprego precário. A duração dos projetos varia entre 12 e 18 meses, e incluem intervenções personalizadas, mentoria, e estratégias de monitorização.

A iniciativa da Gulbenkian também visa validar metodologias que poderão ser integradas nas políticas públicas de qualificação e inclusão de jovens no futuro.

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Fonte: Sapo

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