Pedidos de ajuda aumentam na Região de Leiria após mau tempo

Quase uma semana após a passagem da depressão Kristin, a Região de Leiria continua a enfrentar desafios significativos. O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil, que é o centro de decisões em situações de crise, tem recebido um número crescente de pedidos de ajuda. Este espaço, onde operam profissionais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), da Guarda Nacional Republicana (GNR), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Cruz Vermelha Portuguesa, tornou-se um ponto crucial para a coordenação das operações.

Na manhã de quarta-feira, enquanto os operadores atendiam chamadas, um gato chamado Mel passeava despreocupadamente entre eles, trazendo um toque de descontração em meio à azáfama. No entanto, a situação era grave: das 15 câmaras de videovigilância florestal, apenas uma estava em funcionamento devido aos danos causados pela tempestade.

Carlos Guerra, comandante sub-regional da Região de Leiria, destacou a importância da sala de operações, que se tornou “o centro nevrálgico de comando e controle” durante a tempestade. Aqui, toda a informação proveniente do exterior é recebida e processada, permitindo que os operadores despachem os meios necessários para responder a emergências. “É a sala de todas as decisões”, afirmou Guerra, sublinhando que a comunicação é vital para a eficácia das operações.

Durante a tempestade, a comunicação com o exterior foi severamente afetada, mas a rede Siresp, dedicada a emergências, conseguiu resistir. Isso permitiu que os agentes de Proteção Civil se mantivessem em contacto, apesar das dificuldades. Assim que as telecomunicações foram restabelecidas, o fluxo de chamadas aumentou drasticamente, com os operadores a receberem até duas chamadas por minuto, relatando situações como árvores caídas em casas ou falta de água e eletricidade.

Embora ainda não seja possível quantificar o número total de ocorrências na Região de Leiria, foi implementado um sistema de atendimento para responder a solicitações diversas, incluindo perguntas sobre precauções a tomar e pedidos de informações sobre cidadãos em áreas afetadas. “Às vezes, os operadores são também um bocadinho psicólogos”, disse Guerra, referindo-se ao apoio emocional que muitos cidadãos procuram durante crises.

Leia também  Crédito Agrícola com 616 créditos em moratória de 124 milhões

Apesar das tragédias passadas, como os incêndios de Pedrógão Grande em 2017, a falta de resiliência nas comunicações continua a ser um desafio. Carlos Guerra mencionou um projeto em curso para instalar antenas satélite em todos os municípios da região, uma medida que visa melhorar a comunicação em futuras emergências.

Patrícia Morais, uma operadora com 24 anos de experiência, partilhou que os momentos mais difíceis da sua carreira foram durante os incêndios de 2017 e a recente depressão Kristin. A pressão é elevada, especialmente quando os pedidos de ajuda superam os recursos disponíveis. “A vida das pessoas se sobrepõe aos seus bens”, afirmou, ressaltando a necessidade de priorizar as intervenções.

A situação na Região de Leiria continua a evoluir, e a Proteção Civil está a trabalhar arduamente para garantir a segurança e o bem-estar da população. Leia também: “Como a Proteção Civil se prepara para futuras emergências”.

Região de Leiria Nota: análise relacionada com Região de Leiria.

Leia também: Investimento de 1.000 dólares na Apple: o que teria hoje?

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top