Petróleo sofre maior queda em seis meses devido a tensões aliviadas

Na sessão de segunda-feira, o mercado registou uma significativa queda do petróleo, com o preço a descer mais de 4%, marcando a maior quebra diária em seis meses. Esta descida deve-se, em grande parte, ao alívio das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, conforme reportado pela publicação financeira Investing. No final do dia, o barril de brent estava cotado a 66,42 dólares, com uma desvalorização de 4,18%, enquanto o crude descia para 62,37 dólares, uma quebra de 4,36%.

A valorização do dólar norte-americano também contribuiu para a queda do petróleo. Segundo a analista da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, “a recente queda foi reforçada pela valorização do dólar, o que torna o petróleo mais caro para os compradores fora dos Estados Unidos, pressionando ainda mais os preços”. Esta dinâmica é crucial para entender a recente queda do petróleo, que tem implicações diretas no mercado global.

Além do petróleo, o ouro e a prata também continuaram a desvalorizar. O ouro caiu 0,48%, fixando-se em 4.722 dólares, enquanto a prata registou uma descida de 0,19%, para 78,38 dólares. Durante a sessão, a prata chegou a cair 15%, refletindo um cenário de instabilidade. Na sexta-feira anterior, a prata tinha sofrido uma queda de 30%, a maior desde março de 1980, enquanto o ouro viu uma quebra de 9%, a mais acentuada desde 1983.

Os analistas do Deutsche Bank apontam que a nomeação de Kevin Warsh para a presidência da Reserva Federal dos EUA foi um fator determinante para a queda do ouro e da prata. A incerteza em torno das políticas monetárias futuras pode ter gerado uma pressão adicional sobre os preços destas matérias-primas.

Por outro lado, os mercados europeus encerraram a sessão em alta, com o DAX (Alemanha) a valorizar 1,14%, o CAC 40 (França) a subir 0,67% e o FTSE 100 (Reino Unido) a avançar 1,16%. O AEX (Países Baixos) e o IBEX 35 (Espanha) também registaram ganhos, impulsionados por dados positivos sobre a atividade industrial na Zona Euro. A pesquisa do Millennium destaca que a redução na contração da produção industrial trouxe um otimismo renovado aos investidores.

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Esta semana será marcada por decisões importantes, incluindo a reunião do banco central da Austrália sobre as taxas de juro e a divulgação de dados sobre o setor do emprego nos Estados Unidos. Além disso, grandes tecnológicas como Alphabet e Amazon vão reportar os seus resultados, enquanto o Banco Central Europeu também se prepara para tomar decisões sobre as taxas de juro.

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queda do petróleo queda do petróleo Nota: análise relacionada com queda do petróleo.

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Fonte: Sapo

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