Robôs humanoides transformam o mercado de trabalho

A discussão sobre se os robôs humanoides vão substituir os empregos humanos continua a ser um tema controverso. Um estudo recente da Universal Robotics, intitulado “Relatório sobre o Estado da Automação Industrial 2025”, revela que 86% dos inquiridos em oito países europeus apoiam a implementação de robôs no local de trabalho, enquanto apenas 3% se opõem. A maioria acredita que os robôs humanoides criarão mais postos de trabalho do que os que eliminarão até 2030.

A automação, que envolve o uso de tecnologia para realizar tarefas humanas, foi frequentemente vista como uma ameaça à manutenção de empregos. No entanto, a realidade é que os robôs humanoides estão a sair dos laboratórios e a entrar nas empresas, oferecendo novas possibilidades. Estes robôs, com uma forma semelhante à humana, são capazes de operar em ambientes concebidos para pessoas e executar uma variedade de tarefas, como movimentação de caixas e inspeção de qualidade.

Um exemplo notável é o Digit, um robô humanoide de 1,75 metros, desenvolvido pela Agility Robotics. Desde 2024, o Digit tem estado a operar num armazém da Spanx, na Geórgia, transportando caixas entre tapetes rolantes e prateleiras. Este robô representa um marco importante, pois é um dos primeiros a gerar receita direta numa operação comercial.

Embora os robôs humanoides ainda enfrentem desafios, como a necessidade de melhorar a eficiência, as perspetivas de mercado são promissoras. O mercado global de robôs humanoides deverá crescer de 3,28 mil milhões de dólares em 2024 para 66 mil milhões de dólares até 2032, segundo a Goldman Sachs. Este crescimento é impulsionado pela escassez de mão de obra e pelo aumento dos custos salariais, levando as empresas a reconsiderar a automação.

Leia também  Médicos Sem Fronteiras suspende atividades na cidade de Gaza

A redução dos custos de produção, que caiu cerca de 40% nos últimos anos, também contribui para a adoção de robôs humanoides. Em 2023, o preço de fabrico variava entre 50.000 e 250.000 dólares, mas em 2024 já se encontra entre 30.000 e 150.000 dólares, com alguns modelos a serem vendidos por cerca de 16.000 dólares.

Elon Musk, uma figura proeminente na tecnologia, está a apostar na robótica com a sua empresa Tesla. Após uma queda significativa nos lucros, a Tesla está a converter a sua linha de produção para focar na produção do robô humanoide Optimus, que deverá ser comercializado a partir de 2027. Este robô está a ser projetado para realizar tarefas tanto domésticas quanto industriais.

Apesar dos avanços, a substituição total dos humanos por robôs humanoides parece improvável no futuro próximo. Em vez disso, estamos a assistir a uma redefinição do trabalho, onde os robôs assumem tarefas repetitivas e perigosas, permitindo que os humanos se concentrem em atividades que exigem criatividade e supervisão.

A integração de robôs humanoides no ambiente de trabalho é uma questão que está a ser cada vez mais debatida. O verdadeiro desafio não é apenas automatizar processos, mas sim encontrar formas eficazes de combinar tecnologia e trabalho humano para criar valor sustentável.

Leia também: O impacto da automação nas pequenas e médias empresas.

Leia também: Presidenciais de 1986: Memórias e Perspectivas para 2026

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top