Campanha eleitoral: Seguro critica resposta do Estado e Ventura responde

A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais em Portugal está a chegar ao fim, marcada pela destruição provocada pela tempestade Kristin e por um acirrado confronto entre os dois candidatos, António José Seguro e André Ventura. Durante ações de campanha no distrito de Beja, ambos os candidatos trocaram acusações sobre a eficácia da resposta do Estado e o futuro político do país.

António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, criticou a “improvisação” do governo na resposta à catástrofe, alertando para os riscos de “burocracias” que atrasam a chegada de apoios às famílias e empresas afetadas. Em Castro Verde, Seguro afirmou que “a solidariedade do povo não pode dispensar a responsabilidade do Estado”, defendendo que os mecanismos de resposta devem ser rápidos e eficazes. O candidato propôs ainda a convocação de um Conselho de Estado para discutir a Proteção Civil e sugeriu a utilização de drones e inteligência artificial para mapear os danos causados por desastres naturais.

Durante um almoço de campanha, Seguro questionou a plateia se os portugueses estão dispostos a viver “cinco anos de turbulência” e de oposição constante a partir de Belém. Ele destacou a diferença entre os dois candidatos, afirmando que o seu projeto é de união e diálogo, enquanto o de Ventura representa divisão e conflito.

Por seu lado, André Ventura, candidato do Chega, centrou a sua campanha na crítica à resposta do Estado à tempestade. Em Beja, sob chuva intensa, Ventura afirmou que Portugal precisa de um “Estado em prontidão” e acusou o governo de falhar na proteção das populações. “O que temos tido parece uma república das bananas”, disse, sublinhando que os responsáveis políticos devem estar presentes junto das populações em situações de crise.

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Ventura também alertou para a segurança pública, mencionando relatos de assaltos durante a tempestade e pedindo uma resposta firme das autoridades. Ele criticou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pedindo que cancele uma visita oficial a Espanha, considerando-a um “erro político” num momento de crise.

A troca de acusações entre os candidatos reflete a polarização política que marca esta campanha. A forma como cada um deles aborda a resposta do Estado às crises e a estabilidade política promete manter o tom elevado até ao dia das eleições.

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Fonte: ECO

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