Complear de Guimarães capta 10 milhões para expansão na defesa

A empresa portuguesa Complear, com sede em Guimarães, está a preparar-se para uma ronda de investimento série A no valor de 10 milhões de euros. Este financiamento visa não só diversificar a sua base de clientes, mas também financiar a sua expansão para o mercado chinês. A Complear, que desenvolveu uma tecnologia inovadora para verificar requisitos regulatórios de dispositivos médicos, está agora a alargar o seu foco para o setor da defesa.

Miguel Amador, cofundador da Complear, revelou ao ECO durante a Web Summit Qatar que a empresa está a iniciar contactos com investidores para captar os fundos necessários. “Estamos a expandir para outras áreas de compliance, incluindo a aviação, para dialogar com empresas de drones”, explicou. A empresa já possui uma equipa dedicada a esta nova área e está a desenvolver um projeto piloto com o Exército, que se concentrará na segurança da informação.

A Complear, fundada em 2021, tem vindo a crescer na área da inteligência artificial aplicada a sistemas críticos, especialmente na saúde. Com uma base de cerca de 50 clientes, a empresa já trabalhou com organizações como a Glintt e a Altice, e conta com uma dezena de projetos em andamento. O seu software de compliance é essencial para garantir que os produtos cumprem as normas regulatórias, um aspecto que se torna ainda mais relevante na defesa.

Atualmente, a empresa está em processo de certificação de segurança com a NATO, o que permitirá uma maior integração na cadeia de abastecimento global. “Se conseguimos fazer isso na saúde, também podemos fazê-lo na defesa”, afirmou Miguel Amador, sublinhando a crescente necessidade de compliance na indústria de inovação.

A Complear tem vindo a expandir a sua presença internacional, com colaboradores em várias cidades europeias, incluindo Coimbra, Lisboa e Barcelona, além de escritórios em Boston, Suíça e Letónia. O CEO da empresa, que possui um mestrado em Engenharia Biomédica, acredita que a expansão para a China é uma oportunidade estratégica, especialmente na Grande Baía, que abrange Cantão, Hong Kong e Macau.

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“Estamos a fechar parcerias com três parques científicos nesta região, com o objetivo de vender para o resto do mundo e entrar em novos setores, como a defesa”, explicou. A empresa, que já apresenta um resultado líquido positivo, viu o seu volume de negócios aumentar 88% para 234 mil euros em 2024, um feito notável para uma startup.

A procura de investimento da Complear não se limita apenas ao setor da defesa. A empresa está a posicionar-se para um crescimento sustentável e inovador, com um olhar atento às oportunidades que o mercado global oferece. Leia também: O futuro da tecnologia de compliance na indústria.

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Fonte: ECO

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