O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu a criação de um “canal de entrada” de imigrantes para suprir a falta de mão-de-obra necessária à reconstrução das zonas devastadas pela tempestade Kristin, que atingiu Portugal na semana passada. Durante uma visita a uma empresa em Soure, que foi inaugurada no início de janeiro e sofreu danos significativos devido à intempérie, Marcelo destacou a urgência de encontrar soluções para este problema.
O primeiro-ministro já tinha anunciado um pacote de ajuda destinado a apoiar as famílias e empresas afetadas pela tempestade. No entanto, as vítimas têm expressado preocupações sobre a escassez de trabalhadores qualificados para avançar com as obras de recuperação. “Tem de se encontrar uma solução. Acho que o Governo vai pensar em abrir uma via, um canal de entrada de mão-de-obra especialmente vocacionada para este tipo de desafio”, afirmou o chefe de Estado.
Marcelo sublinhou que a questão não se resume apenas à vontade política, mas sim à necessidade premente de resolver um problema que afeta a recuperação das áreas atingidas. Ele mencionou que já ouviu de vários empresários e instituições, incluindo os bombeiros, a mesma preocupação: “Um dos problemas levantados foi que, embora as intenções sejam boas, é preciso haver mão-de-obra para concretizar as ações necessárias”.
Em relação ao pacote de ajuda apresentado, o Presidente enfatizou que a eficácia da resposta depende da execução e dos montantes envolvidos. “É importante que a máquina funcione bem e que haja rapidez na resposta”, concluiu.
A proposta de Marcelo Rebelo de Sousa surge num momento crítico, onde a falta de mão-de-obra pode atrasar significativamente os esforços de recuperação. A abertura de um canal de entrada para imigrantes pode ser uma solução viável para enfrentar este desafio e garantir que as áreas afetadas voltem a ter as condições necessárias para a vida e o trabalho.
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mão-de-obra Nota: análise relacionada com mão-de-obra.
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Fonte: Sapo





