O Atlantic Connect Group, o único concorrente na privatização da Azores Airlines, manifestou descontentamento em relação ao relatório preliminar do júri do concurso, que recomendou a exclusão do consórcio. O grupo considera que o parecer é “arbitrário” e “sem fundamento jurídico”, argumentando que se baseia em “fundamentos jurídicos errados” e serve mais uma narrativa do que uma avaliação objetiva.
Na sua resposta ao relatório, enviada esta quinta-feira, o consórcio sintetizou as suas críticas através de um comunicado. Relativamente à proposta financeira apresentada, o Atlantic Connect Group considera que a posição do júri é “manifestamente incoerente”, uma vez que reconhece “vantagens claras do ponto de vista financeiro”, como a ausência de necessidade de injeção de capital em 2026 e a previsão de resultados positivos já em 2027.
O consórcio também questiona a avaliação da idoneidade do grupo. O comunicado destaca que, após a resolução de dúvidas sobre os dois parceiros iniciais, a inclusão de dois empresários reconhecidos, Carlos Tavares e Paulo Pereira, resultou numa classificação global pior do projeto. O consórcio afirma que esta conclusão do júri, sem uma explicação objetiva, contraria o senso comum económico e empresarial, aproximando-se de uma apreciação injustificada e de natureza difamatória.
Além disso, o Atlantic Connect Group discorda da exclusão da sua proposta, sustentando que a SATA Holding, proprietária da Azores Airlines, “não deve assumir responsabilidades por decisões tomadas antes da privatização”. O consórcio considera que as responsabilidades estão devidamente identificadas e refletidas nos Relatórios e Contas da SATA Internacional, e critica o júri por ignorar os acordos alcançados com as estruturas sindicais e representantes dos trabalhadores.
O júri do concurso, liderado pelo economista Augusto Mateus, informou no dia 28 de janeiro que iria propor a rejeição da proposta do consórcio Newtour/MS Aviation para a aquisição da Azores Airlines. Segundo a nota de imprensa divulgada, o júri argumentou que a proposta não cumpre os requisitos definidos, não respeita condições previamente estabelecidas e não salvaguarda os interesses patrimoniais da SATA Holding, colocando-a numa posição mais desfavorável do que a proposta anterior do mesmo consórcio em 2023.
O júri também afirmou que a SATA Holding teria de assumir a capitalização da Azores Airlines, sem um instrumento para recuperar os montantes investidos. A proposta, segundo o júri, não prevê um reforço financeiro por parte do consórcio, deixando o risco económico da operação essencialmente nas mãos da SATA.
O Atlantic Connect Group reafirma a sua convicção de que a proposta apresentada é sólida, responsável e alinhada com o interesse público, esperando que o parecer do júri seja revisto à luz dos factos e das necessidades reais da Azores Airlines.
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Fonte: ECO





