O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou em entrevista ao Público e à Renascença a intenção do governo de criar um fundo para catástrofes e sismos. Esta proposta surge na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou diversas regiões do país. O governante destacou a necessidade de acelerar os apoios diretos à população e às empresas afetadas, após um apelo do Presidente da República por uma resposta mais célere.
O fundo para catástrofes será financiado através de uma taxa sobre os seguros de imóveis e equipamentos, além de resseguros com grandes seguradoras internacionais. “Este fundo irá cobrir riscos que atualmente não estão assegurados, uma vez que parte já é coberta pelos seguros existentes”, explicou Sarmento. A criação deste fundo para catástrofes é vista como uma medida essencial para garantir a proteção da população em situações de emergência.
As seguradoras estão a contabilizar os danos causados pela tempestade da semana passada e estimam que os custos possam ultrapassar os 500 milhões de euros. Até ao momento, foram registadas entre 40 a 50 mil participações de sinistros, com a maioria dos casos a envolver habitações e seguros multirrisco. A situação é preocupante, pois muitas empresas também sofreram prejuízos significativos, com indemnizações que podem ascender a milhões de euros.
Além da questão dos seguros, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enfrenta um desafio adicional, com mais de mil médicos e enfermeiros a reformarem-se no último ano. Apesar de o SNS ter registado um aumento no número de profissionais, os bastonários das ordens médicas e de enfermagem alertam para o impacto negativo que estas reformas poderão ter, especialmente numa altura em que a população envelhecida exige mais cuidados de saúde.
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A proposta do fundo para catástrofes surge, portanto, num contexto de necessidade urgente de proteção e apoio às vítimas de desastres naturais, bem como de reforço dos recursos no SNS. O governo está a trabalhar para garantir que estas medidas sejam implementadas rapidamente, de forma a mitigar os efeitos de futuras catástrofes.
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Fonte: ECO





