Investimento chinês no estrangeiro atinge máximo desde 2018

Em 2025, a China registou um investimento de aproximadamente 124 mil milhões de dólares (105 mil milhões de euros) no estrangeiro, o montante mais elevado em novos acordos desde 2018, segundo a consultora norte-americana Rhodium Group. Embora este valor ainda esteja distante do recorde histórico de 287 mil milhões de dólares (243 mil milhões de euros) alcançado em 2016, o aumento é impulsionado por projetos inovadores nos setores da mineração, centros de dados e energia, que, juntos, representaram cerca de 100 mil milhões de dólares (84 mil milhões de euros) no último ano.

O relatório da Rhodium destaca que as operações efetivamente concluídas atingiram 73 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), o que marca o valor mais elevado desde 2019. Este desfasamento entre os anúncios e a concretização dos investimentos é habitual, assim como o cancelamento de alguns projetos. Apesar de a China continuar a investir fortemente em fábricas no exterior, a tendência parece estar em declínio, enquanto as exportações permanecem como o principal motor da globalização económica chinesa.

“As empresas chinesas podem estar a localizar parte da produção através de investimento direto externo, mas a estratégia de globalização da China continua a centrar-se nas exportações”, refere o relatório. A capacidade produtiva doméstica cresceu a um ritmo muito mais acelerado do que a capacidade instalada fora da China desde a pandemia.

No que diz respeito às regiões, o norte de África foi a única a registar um aumento no investimento chinês em novas unidades fabris durante 2025. Esta situação poderá ser uma desilusão para países que esperavam revitalizar a sua indústria com capital proveniente da China. A Ásia manteve-se como o principal destino do investimento externo chinês, seguida pela América Latina, impulsionada por projetos mineiros e de infraestruturas. Em contrapartida, a fatia de investimentos na América do Norte, Europa e Oceânia caiu drasticamente, passando de cerca de 70% do total em 2016 para menos de 20%.

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A consultora sublinha que a quebra foi particularmente acentuada na Europa Central e de Leste, associando esta retração à relutância de Pequim em permitir a transferência de tecnologias avançadas para o exterior. O setor automóvel, por sua vez, representou apenas 13% do investimento, a menor quota desde 2020, devido à desaceleração nas cadeias de produção de veículos elétricos. Em contrapartida, os investimentos em projetos de exploração de ferro, lítio e ouro, bem como em energia fóssil e renovável, aumentaram.

O relatório também destaca o crescimento dos serviços digitais, que atingiram o segundo maior valor da série histórica, com ênfase no “boom” de centros de dados no Sudeste Asiático. O setor dos bens de consumo também se destacou, impulsionado pela aquisição de marcas históricas europeias e redes de retalho.

É importante notar que a estimativa da Rhodium Group diverge dos dados oficiais de Pequim, que apontam para um investimento de 174,4 mil milhões de dólares (147 mil milhões de euros) no estrangeiro em 2025, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior. Esta diferença deve-se ao facto de muitas empresas chinesas manterem receitas em dólares nas suas filiais no exterior, evitando repatriar os lucros e convertê-los em ativos denominados em renmimbi.

Leia também: O impacto do investimento estrangeiro na economia global.

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Fonte: Sapo

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