Lusa pode mudar sede para a RTP, gerando controvérsia

A administração da Lusa está a ponderar a possibilidade de mudar a sua sede para as instalações da RTP, caso essa mudança traga mais valor à agência de notícias. Esta informação foi revelada pelos sindicatos que representam os trabalhadores, que se opõem à ideia e pediram uma reunião urgente com Joaquim Carreira, presidente do Conselho de Administração da Lusa.

Durante a reunião, Carreira negou que haja planos concretos para a mudança da sede nos próximos meses, embora tenha admitido que a proposta pode ser válida se beneficiar a agência. Os sindicatos, que incluem o Sindicato dos Jornalistas e outros grupos representativos, expressaram a sua preocupação com a possibilidade de a Lusa perder autonomia e recursos.

O presidente da Lusa destacou que, assim que o novo Conselho de Administração estiver em funções, terá três prioridades a cumprir até ao final do ano. Estas incluem um plano de modernização, a definição de um novo contrato de serviço público e a exploração de sinergias. No entanto, Carreira frisou que a discussão sobre sinergias será a última a ser abordada em 2026.

Os sindicatos sublinharam que a Lusa deve estabelecer sinergias com a RTP apenas se forem financeiramente vantajosas. Carreira também mencionou que a decisão sobre a mudança da sede será tomada com base no valor que esta possa trazer à Lusa, referindo que o atual edifício apresenta problemas estruturais.

Quando questionado sobre a importância de a Lusa ter um edifício próprio, Carreira respondeu que não considera essa questão estratégica para o futuro da agência. O novo Conselho de Administração será composto por três membros executivos, incluindo Carreira, que foi reconduzido para um novo mandato de quatro anos.

Recentemente, o Governo aprovou um aumento de capital de cinco milhões de euros para a Lusa e, em novembro, o Estado passou a deter a totalidade do capital da agência. Os sindicatos alertaram que a mudança da Lusa para a RTP é uma intenção do Governo e da administração, e que será concretizada a menos que haja uma mobilização significativa por parte dos trabalhadores e da sociedade.

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Os sindicatos afirmam que reduzir recursos e autonomia não traz valor a uma empresa. Para eles, uma Lusa com menos jornalistas e menos capacidade de ação será uma agência mais fraca, incapaz de cumprir a sua missão de serviço público, especialmente em momentos críticos, como a recente devastação causada pela tempestade Kristin.

Além disso, os sindicatos alertaram que uma Lusa enfraquecida poderá facilitar um maior controlo externo, questionando se o atual Governo e a administração querem ser lembrados como os responsáveis pelo desmantelamento da agência, que celebra 40 anos de existência.

Leia também: O futuro da Lusa e os desafios da comunicação em Portugal.

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Fonte: ECO

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