Preços das casas em Portugal sobem 17,7% em 2025

Os preços das casas em Portugal continuam a subir de forma acentuada, com um aumento de 17,7% registado em 2025, segundo dados do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia. Este valor coloca o país na segunda posição entre os Estados-membros da UE, apenas atrás da Hungria, que viu os preços das casas dispararem 21,1%. No total, a União Europeia registou uma valorização média de 5,5% no mesmo período.

A tendência de crescimento no mercado imobiliário português é evidente, com um aumento de 4,1% apenas entre julho e setembro de 2025. Este crescimento trimestral é o terceiro mais elevado da UE, superado apenas pela Letónia e Eslováquia. Apesar da pressão sobre os preços, a procura por habitação em Portugal continua forte, impulsionada por investidores estrangeiros e pela escassez de oferta em áreas urbanas.

No entanto, a situação não é homogénea em toda a Europa. Enquanto países como a Bulgária e a Croácia também apresentam subidas significativas, a Finlândia destaca-se negativamente, com uma queda de 3,1% nos preços das casas. Este contraste evidencia a diversidade do mercado imobiliário europeu, onde alguns países experimentam um verdadeiro boom, enquanto outros enfrentam dificuldades.

As grandes economias da Europa apresentam um panorama misto. Espanha, por exemplo, regista uma valorização de 12,8%, enquanto a Alemanha cresce de forma mais moderada, com um aumento de 3,3%. França, por sua vez, mostra sinais de recuperação com uma valorização de 0,7%. A Itália e os Países Baixos também observam crescimentos, mas a tendência geral é de desaceleração em alguns mercados.

A análise dos dados revela que a escassez de oferta em muitas áreas urbanas é um dos principais fatores que impulsionam os preços das casas. O ritmo de construção de novas habitações não acompanha a crescente procura, especialmente em cidades como Lisboa e Porto. Embora as taxas de juro tenham aumentado, a procura por imóveis permanece robusta, sustentada por salários em crescimento e poupanças acumuladas durante a pandemia.

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Contudo, a valorização de 17,7% em Portugal levanta preocupações sobre a sustentabilidade do mercado. Este aumento é mais de três vezes superior à média da UE, o que sugere um claro sobreaquecimento. As políticas habitacionais implementadas até agora parecem não ter tido o efeito desejado, e a pressão sobre os preços continua a aumentar.

Os dados do Eurostat indicam que a situação em Portugal é insustentável, com a valorização a acelerar trimestre após trimestre. A falta de oferta, processos de licenciamento morosos e uma escassez de mão-de-obra qualificada são alguns dos constrangimentos que dificultam a resposta do mercado à procura.

Além disso, a pressão sobre o mercado de arrendamento também se intensifica, com a valorização dos ativos a levar proprietários a optar por arrendamentos de curta duração, reduzindo ainda mais a oferta de habitação acessível. A situação exige uma resposta urgente do governo, que deve considerar a aceleração de processos de licenciamento e a mobilização de solo público para habitação acessível.

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A escalada dos preços das casas em Portugal não afeta apenas as estatísticas, mas também a vida das famílias, especialmente das gerações mais jovens, que veem o sonho da casa própria cada vez mais distante. O impacto social é significativo, e a necessidade de uma abordagem eficaz para resolver a crise habitacional torna-se cada vez mais evidente.

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Fonte: Doutor Finanças

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