Prejuízos da tempestade Kristin ultrapassam 4 mil milhões de euros

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou que os prejuízos diretos causados pela tempestade Kristin poderão ultrapassar os 4 mil milhões de euros. Esta estimativa, apresentada numa entrevista à RTP, é significativamente superior aos 2,5 mil milhões inicialmente projetados. O ministro destacou que parte deste valor será compensada por seguros, afirmando que “juntando o dinheiro do Governo aos gastos privados e às companhias de seguros, vamos chegar a um valor superior a 4 mil milhões”.

É importante notar que esta quantificação não inclui os custos indiretos da tempestade. Castro Almeida exemplificou que uma empresa em Leiria, que fornece peças a outra em Bragança ou Évora, poderá ver a sua produção afetada, mesmo não estando diretamente na área da calamidade. “Do ponto de vista da economia, vai ser um abalo muito relevante, porque algumas fábricas vão demorar meses a reconstruir”, afirmou o ministro. Ele mencionou que alguns empresários planeiam construir novas instalações, uma vez que as atuais estão completamente danificadas.

O impacto social também será significativo. “Muita gente vai ficar sem trabalho, mas não vai ficar sem rendimento, porque vamos ter aquele regime do layoff simplificado”, explicou. Este regime permitirá que os trabalhadores suspensos recebam uma remuneração líquida equivalente à que tinham, até um limite de três salários mínimos, totalizando 2.760 euros. A Segurança Social cobrirá 80% deste valor, enquanto as empresas arcarão com 20%.

Castro Almeida garantiu que a maioria das empresas afetadas possui seguro, uma exigência legal, mas reconheceu que as condições de cobertura variam. “As empresas fazem muito mal se consideram a tempestade fora do objeto seguro”, alertou, sublinhando que a declaração de calamidade pelo Governo não pode ser usada como cláusula de exclusão pelas seguradoras.

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O ministro também revelou que, no primeiro dia após a calamidade, 245 empresas já solicitaram apoios que totalizam cerca de 70 milhões de euros. A análise dos pedidos será realizada pelos bancos.

Além disso, as empresas localizadas em áreas devastadas terão prioridade no acesso ao Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), que faz parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Um novo concurso para este mecanismo será lançado em breve, oferecendo mais flexibilidade e permitindo que os investimentos sejam executados até ao final de 2028.

Castro Almeida concluiu que o IFIC terá mais recursos disponíveis e um novo concurso será aberto, como parte da reprogramação do PRR. Esta iniciativa visa apoiar as empresas afetadas e mitigar os prejuízos da tempestade Kristin.

Leia também: O impacto das calamidades na economia nacional.

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Fonte: Sapo

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