O Sindicato dos Jornalistas (SJ) expressou hoje a sua firme oposição ao plano da administração da RTP, que prevê novos cortes e rescisões, acusando a estação pública de promover o desmantelamento do serviço público. Em comunicado, o SJ afirmou que esta intenção representa um ataque ao jornalismo em Portugal, sublinhando que as propostas de redução de pessoal dificultam a execução do trabalho diário e comprometem a qualidade que deve caracterizar qualquer serviço público.
Com a implementação de rescisões voluntárias previstas para 2025, o sindicato questiona como a administração da RTP planeia manter a operação das suas redações, uma vez que já está a ser elaborado um novo plano que prevê 200 rescisões. O SJ também se opõe às sinergias que estão a ser preparadas entre as redações de rádio e televisão, alertando que as funções, ferramentas e ritmos de trabalho são distintos e não podem ser confundidos.
O sindicato recordou o insucesso das sinergias implementadas em 2012, enfatizando que não é viável realizar bom jornalismo com menos recursos e menos profissionais. Além disso, criticou a administração da RTP por elogiar o serviço público da Rádio Antena 1, que tem sido essencial na cobertura de eventos críticos, como as tempestades recentes, enquanto não respeita os seus trabalhadores e a identidade da marca.
O SJ defende que um serviço público de rádio e televisão é fundamental para a democracia e a coesão social, promovendo uma informação plural, rigorosa e independente. A diversidade de vozes, a autonomia editorial e a valorização do trabalho jornalístico são princípios que não devem ser sacrificados em nome de decisões de gestão que empobrecem o serviço público.
O Sindicato dos Jornalistas reafirma que a luta por um serviço público forte, diferenciado e plural é indissociável da defesa da democracia. O SJ continuará a opor-se a qualquer medida que fragilize essa missão e desvalorize o trabalho dos profissionais que diariamente se dedicam ao jornalismo de qualidade. Leia também: A importância do jornalismo na sociedade contemporânea.
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Fonte: Sapo





