Fábrica em Pombal recupera após prejuízos de 20 milhões com Kristin

A fábrica Adelino Duarte da Mota, localizada em Pombal, está a recuperar após a devastadora passagem da tempestade Kristin, que causou prejuízos estimados em 20 milhões de euros. A tempestade, que atingiu a região no dia 28 de janeiro, provocou danos significativos nas infraestruturas e na produção, mas a empresa já começa a ver sinais de esperança.

A diretora da fábrica, Rita Carreira, recorda a manhã fatídica em que as comunicações falharam e o teto do armazém de matérias-primas desabou sob a força dos ventos que ultrapassaram os 200 km/h. “Foi um dia caótico. Tive de me deslocar a Pombal e demorei mais de três horas a chegar devido a árvores caídas e estradas bloqueadas”, conta. A fábrica, que contribui com mais de 20 milhões de euros de faturação ao grupo MCS Portugal, viu a sua produção interrompida por vários dias.

Uma semana após a tempestade, a fábrica já voltou a emitir fumo branco das suas chaminés, com os técnicos a reativarem os atomizadores que garantem a produção de pasta cerâmica. Contudo, os danos são extensos, com estruturas danificadas e matéria-prima contaminada, especialmente devido ao amianto presente nas coberturas antigas. “Não é só chapa exterior. Temos equipamentos danificados e matéria-prima perdida”, afirma Pedro Roque, administrador financeiro da empresa.

A situação é ainda mais complicada devido ao assoreamento no porto da Figueira da Foz, que impede a saída de navios com matéria-prima. “Precisamos de navios de maior capacidade, mas com o calado reduzido, não conseguem entrar”, lamenta Roque. Para contornar este problema, a administração está a considerar o transporte via Aveiro, um porto de águas profundas.

Apesar dos desafios, a empresa não tenciona recorrer a lay-off, uma vez que precisa da sua equipa para retomar a produção e realizar as limpezas necessárias. “Precisamos das pessoas. Para a parte da fábrica que está a produzir, precisamos delas”, sublinha Roque. A dedicação dos trabalhadores tem sido visível, com muitos a trabalhar em condições difíceis para limpar os destroços e garantir que a produção não pare.

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Os trabalhos de reparação da estrutura exterior já começaram, mesmo com as condições meteorológicas adversas. A administração está a contar com o apoio de empresas externas para acelerar o processo. “A empreitada é gigante, mas estamos determinados a voltar à normalidade o mais rápido possível”, afirma Roque.

A fábrica de Pombal é um pilar da indústria cerâmica nacional, fornecendo 40% da pasta cerâmica utilizada em Portugal. A interrupção da produção poderia ter um impacto significativo nas exportações, uma vez que muitos dos clientes da ADM exportam entre 70% a 100% da sua produção.

A recuperação da fábrica é crucial não apenas para a empresa, mas também para a economia local e nacional. “O que gera dinheiro é o trabalho. Precisamos de voltar a produzir e a servir os nossos clientes”, conclui Roque.

Leia também: A importância da indústria cerâmica em Portugal.

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Fonte: ECO

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