FMI avalia riscos do setor bancário português em reuniões

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está a realizar reuniões com os principais bancos portugueses como parte da sua avaliação regular ao setor bancário nacional. Este processo visa analisar a solidez das instituições financeiras e identificar possíveis riscos que possam afetar a estabilidade do sistema.

Na última quinta-feira, durante uma conferência de imprensa, o presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, mencionou que, após a apresentação dos resultados do banco, teria uma reunião com uma delegação do FMI que se encontra em Portugal. No entanto, não foram fornecidos mais detalhes sobre o conteúdo das discussões.

Em resposta a um pedido de esclarecimento, o Banco de Portugal informou que as reuniões entre o FMI e os bancos fazem parte da análise regular do sistema financeiro português, iniciada em meados de 2025. Esta avaliação, conhecida como Financial Sector Assessment Program, é um exercício de rotina que visa examinar a resiliência do setor financeiro, estando programada para ocorrer até 2026.

O Banco de Portugal destacou que o sistema financeiro nacional foi incluído na lista de sistemas considerados de importância sistémica, o que implica uma avaliação obrigatória a cada cinco anos. Além das reuniões com os bancos, o FMI também está em contacto com o Banco de Portugal para discutir a situação do setor.

Fontes do setor indicam que o FMI está particularmente preocupado com a exposição dos bancos ao setor da construção e imobiliário, bem como à dívida pública, devido aos riscos que estas áreas podem representar no futuro. A Associação Portuguesa de Bancos (APB) foi contactada, mas não prestou esclarecimentos sobre as reuniões.

As conclusões da avaliação do FMI ao sistema financeiro português serão divulgadas publicamente assim que o processo estiver concluído. Em 2022, após uma avaliação anterior, o FMI elogiou a recuperação dos bancos portugueses, que se traduziu na redução do crédito malparado e na melhoria dos rácios de capital e rentabilidade. Contudo, sugeriu que o Banco de Portugal considerasse a implementação de uma reserva de capital anticíclica para mitigar potenciais riscos associados à exposição da banca ao imobiliário.

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Em 2024, o Banco de Portugal anunciou que, a partir de 2026, os bancos terão de constituir uma reserva contracíclica de fundos próprios de 0,75%. Esta medida visa reforçar as ‘almofadas’ de capital das instituições financeiras durante períodos de crescimento económico, permitindo que, em caso de crise, possam absorver perdas e enfrentar a eventual subida do crédito problemático. A implementação desta reserva contracíclica deverá ser cumprida a partir de julho de 2026.

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Fonte: ECO

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