A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição em várias regiões de Portugal, com mais de quatro mil milhões de euros em prejuízos. Milhares de pessoas estão sem eletricidade, água e comunicações, e muitas casas foram danificadas ou destruídas. O impacto é especialmente visível em Leiria, um dos concelhos mais afetados, onde as autarquias apelam à mobilização de meios por parte do Governo, enquanto as populações aguardam por respostas.
A tragédia resultou na perda de cinco vidas e na necessidade urgente de reparações em telhados danificados. A situação é alarmante, com autarcas a relatar a devastação e a exigir uma resposta imediata. No entanto, a resposta do Governo tem sido criticada por ser lenta e insuficiente. Uma semana após a tempestade Kristin, muitas famílias ainda não têm um teto seguro ou acesso a energia elétrica.
A falta de preparação e a ineficácia na resposta às crises têm sido um tema recorrente. O Governo parece não ter aprendido com catástrofes anteriores, como o apagão ou os incêndios do verão passado, onde a ajuda chegou tarde e as populações sentiram-se abandonadas. A situação atual levanta questões sobre a capacidade do Estado em lidar com fenómenos extremos e a necessidade de um plano de ação mais eficaz.
A ministra da Administração Interna reconheceu que a ajuda e a cooperação com os bombeiros e autoridades no terreno falharam. É fundamental que haja uma liderança visível e uma coordenação clara nas horas críticas de uma crise. A solidariedade da sociedade não pode substituir a responsabilidade do Estado em dar respostas rápidas e eficazes.
Após cinco dias de inação, o Governo anunciou apoios que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros para fazer face aos estragos. No entanto, as associações empresariais consideram que este valor é insuficiente. A tempestade Kristin não afetou apenas Leiria; expôs a fragilidade do Estado em responder a eventos extremos que se tornam cada vez mais frequentes.
A resposta tardia do Governo evidencia a necessidade de um plano de ação mais robusto e de mecanismos automáticos que permitam uma decisão rápida. A velocidade da resposta é crucial para distinguir um Estado funcional de um Estado vulnerável. Não se trata de evitar a tempestade, pois o vento não se trava com as mãos. É urgente que o país se prepare melhor para enfrentar crises futuras.
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Fonte: Sapo





