Vistos Gold impulsionam a bolsa nacional em 2025

Nos últimos anos, os vistos Gold tornaram-se uma via privilegiada para cidadãos estrangeiros que desejam investir em Portugal. Este programa, que durante uma década esteve associado à compra de imóveis, tem agora um novo foco: o mercado de capitais. Em 2025, o Estado decidiu encerrar a porta do imobiliário e abrir uma nova oportunidade de investimento, que já está a mostrar resultados significativos.

Com a exigência de que pelo menos 60% do capital investido em fundos de investimento e capital de risco seja alocado em empresas portuguesas, os vistos Gold estão a transformar-se num canal de financiamento crucial para a economia nacional. De acordo com fontes financeiras, foram captados 732 milhões de euros para este tipo de ativos em 2025, um valor que reflete a crescente confiança dos investidores na bolsa nacional.

O índice PSI, que representa a bolsa portuguesa, atingiu máximos históricos, algo que não se via desde 2010. O analista João Cruz, da XTB, considera que este desempenho é um sinal de força do mercado, embora também reconheça que a concentração em algumas ações com maior peso facilita a valorização do índice. A bolsa nacional registou uma impressionante subida de 29,6% em 2025, e já acumula uma valorização de 6,8% em 2026.

A mudança de estratégia dos investidores, que antes se concentravam no imobiliário, agora direciona-se para ações cotadas em Portugal. João Queiroz, do Banco Carregosa, explica que esta procura está a ter um impacto positivo nas cotações, especialmente em períodos de baixa oferta. Os fundos associados aos vistos Gold têm contribuído para uma pressão compradora que tem sustentado a valorização de várias ações.

Em 2025, as valorizações dos fundos de ações nacionais aumentaram 30,1%, acompanhando a tendência de crescimento do mercado. Vanessa Câmara, especialista em imigração, destaca que a maioria dos investidores estrangeiros opta por fundos de investimento, com um montante médio de 500 mil euros. Este mecanismo permite não só o retorno financeiro, mas também a contribuição para o desenvolvimento das empresas portuguesas.

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Além dos vistos Gold, outros fatores estão a impulsionar a bolsa. A economia nacional cresceu acima da média da União Europeia e o nível de endividamento está a melhorar, o que atrai mais investidores. O mercado português, sendo relativamente pequeno, reage rapidamente a um aumento da procura, refletindo-se imediatamente nas cotações.

As empresas cotadas na bolsa portuguesa estão a beneficiar deste novo impulso. Nos últimos três anos, o Banco Comercial Português e a Mota-Engil destacaram-se com valorizações de 361% e 162%, respetivamente. No último ano, a Sonae liderou com um crescimento de 100%. Contudo, nem todas as empresas têm acompanhado esta tendência, com algumas a registarem perdas significativas.

O relatório da Agência para a Integração Migrações e Asilo revela que, em 2024, foram concedidas 2081 Autorizações de Residência para atividade de Investimento, com os Estados Unidos a liderar as nacionalidades. Apesar da lentidão na atribuição de vistos, espera-se que os processos sejam acelerados, permitindo que mais investidores contribuam para a economia portuguesa.

Os vistos Gold continuam a ser uma opção viável para quem deseja investir em Portugal, com várias modalidades disponíveis. Desde a subscrição de fundos de investimento até ao investimento em empresas, as oportunidades são diversas. Independentemente da escolha, é essencial que os investidores cumpram as regras estabelecidas, garantindo assim o sucesso do programa e o fortalecimento da economia nacional.

Leia também: O impacto dos vistos Gold na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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