O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar com a imposição de tarifas elevadas a todos os países que continuem a negociar com o Irão. Embora não tenha especificado o valor exato das tarifas, a ordem executiva sugere uma taxa de 25% que poderá ser aplicada a todas as transações comerciais com o país persa.
Esta medida surge na sequência de reuniões entre representantes dos EUA e do Irão em Omã, que ocorreram esta semana, após um período de intensas ameaças. Trump já havia alertado, no início deste ano, que qualquer nação que mantivesse relações comerciais com o Irão enfrentaria uma tarifa de 25%. “Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irão vai pagar uma tarifa de 25% em todos os negócios feitos com os EUA”, afirmou Trump em janeiro.
A Casa Branca, em declarações à Bloomberg, justificou a posição do presidente, afirmando que o Irão é responsável pela sua aposta em capacidades nucleares e pelo apoio ao terrorismo, além de desenvolver mísseis balísticos e desestabilizar a região. Estas ações, segundo a administração americana, colocam em risco a segurança dos Estados Unidos, dos seus aliados e dos seus interesses.
Além das tarifas, o ministério dos Negócios Estrangeiros dos EUA anunciou a sanção de 15 entidades que estiveram envolvidas na negociação de petróleo ou produtos petrolíferos iranianos. Até ao momento, o Irão ainda não reagiu a este novo anúncio.
É importante recordar que, no acordo nuclear de 2015 entre o Irão e várias potências mundiais, o país estava limitado a enriquecer urânio apenas até 3,67%, o que é suficiente para o combustível de centrais nucleares comerciais. Contudo, Trump decidiu abandonar este acordo em 2018, considerando-o insuficiente para conter as ambições nucleares do Irão. Desde então, foram reimpostas sanções que afetaram gravemente a economia iraniana, especialmente nas áreas do petróleo e do sistema bancário.
Nos últimos tempos, o Irão tem vindo a desrespeitar gradualmente as restrições impostas pelo acordo, levando as Nações Unidas a reintroduzir sanções económicas e militares. A situação complicou-se ainda mais após acusações do Reino Unido, França e Alemanha, que afirmam que o Irão continua a desenvolver capacidades nucleares e não está a cooperar com os esforços internacionais.
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Fonte: Sapo





