Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal, fez um apelo urgente à mudança na forma como o país lida com situações de catástrofe, como as que resultaram da depressão Kristin e das tempestades subsequentes. Em mensagens publicadas nas redes sociais, Santos Pereira sublinhou que a falta de prevenção em catástrofes não pode continuar a ser uma realidade em Portugal.
As recentes tempestades expuseram fragilidades no planeamento e na prevenção, deixando populações isoladas e sem acesso a serviços básicos. “Não é aceitável que tenhamos populações que possam ficar semanas sem luz e comunicações”, afirmou. Ele defendeu que, após a fase de emergência, é crucial aprender com a crise e implementar medidas que evitem que situações semelhantes se repitam no futuro.
Santos Pereira criticou a falta de manutenção de equipamentos de bombagem, que poderiam ter mitigado os danos causados pelas cheias. Para ele, a ausência de planos de crise detalhados e simulacros regulares nas áreas mais vulneráveis é uma falha grave que deve ser corrigida. “Temos uma cultura reativa e não preventiva”, lamentou, enfatizando a necessidade de um novo enfoque na preparação para desastres naturais.
Com as alterações climáticas a aumentar a frequência de fenómenos extremos, Santos Pereira alertou que o país deve estar preparado para enfrentar tempestades, cheias e outros desastres. “É importante sublinhar que, com as alterações climáticas, este tipo de tempestades só vai ter tendência a aumentar”, disse, apelando a uma mudança radical na abordagem à prevenção em catástrofes.
O governador concluiu que a prevenção e o planeamento devem ser incorporados no quotidiano da sociedade, para que se possa aumentar a resiliência do país face a futuras catástrofes. “Precisamos de mudar de atitude para evitarmos males futuros e minimizarmos catástrofes vindouras”, afirmou.
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Fonte: ECO





