O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, fez um apelo à participação cívica, enfatizando a importância do voto nas eleições presidenciais. Após exercer o seu direito de voto na Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, Carneiro sublinhou que “votar é um dever e uma responsabilidade”, lembrando que muitos lutaram pela liberdade de escolha.
O líder do PS também expressou solidariedade para com aqueles que estão a enfrentar momentos difíceis devido ao mau tempo que afetou o país. “Há pessoas com as suas vidas destruídas, casas danificadas e sem eletricidade. Quero deixar uma palavra de profunda solidariedade a todos que estão a viver estas dificuldades”, afirmou Carneiro.
Durante a sua intervenção, o secretário-geral referiu que recebeu informações sobre uma boa participação eleitoral, com “ruas repletas de pessoas de várias idades” a dirigirem-se às assembleias de voto. “Vamos aguardar pelo fim do dia, pois a taxa de abstenção será contabilizada apenas após o término de todo o escrutínio eleitoral”, acrescentou.
Carneiro lembrou que o Presidente da República é “o mais importante representante da vontade nacional”, sendo crucial para a estabilidade das instituições democráticas e a defesa dos valores constitucionais. O apelo à mobilização dos eleitores foi um dos pontos centrais da sua mensagem, destacando a importância do voto para o futuro do país.
Sobre a resposta do Governo ao mau tempo, Carneiro optou por não comentar, prometendo abordar o tema no próximo debate da Assembleia da República, onde discutirá a gestão da situação e as falhas na prevenção.
As assembleias de voto em Portugal continental e na Madeira abriram às 08:00 e encerraram às 19:00. Nos Açores, as mesas de voto funcionaram uma hora mais tarde devido à diferença horária. É importante notar que em alguns municípios o ato eleitoral foi adiado devido à devastação causada pelas intempéries, que resultaram em 14 mortos e centenas de feridos e desalojados.
Mais de 11 milhões de eleitores estão convocados para escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois candidatos mais votados na primeira volta. No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos, enquanto Ventura alcançou 23,52%.
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Fonte: Sapo





