Portugal continental continua a enfrentar um quadro meteorológico adverso, com previsões de mau tempo nas próximas horas. A Proteção Civil alertou para o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e possíveis movimentos de terra, recomendando à população que tome precauções. O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, enfatizou a importância da cautela, especialmente para quem reside em áreas próximas a rios.
Durante um briefing realizado na sede da ANEPC, em Carnaxide, Mário Silvestre destacou que os efeitos da depressão Marta ainda se fazem sentir, com precipitação intensa, principalmente nas regiões Centro e Sul, e neve nas zonas mais altas da serra da Estrela. O risco de inundações é significativo, especialmente nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto outros rios, como o Vouga, Águeda e Lima, também estão sob vigilância.
Atualmente, 48 municípios estão em situação de contingência até ao dia 15, devido ao impacto das depressões meteorológicas que têm afetado o país desde o final de janeiro. Foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais, com 19 declarações de situação de alerta emitidas. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo permanece no nível vermelho, o mais elevado.
Mário Silvestre sublinhou que a precipitação é o principal fator que pode levar a cedências do terreno, e aconselhou a população a redobrar os cuidados. Entre as recomendações estão evitar atravessar estradas inundadas, permanecer em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e garantir a segurança de crianças e animais. Também é importante reportar fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos, e manter distância de cabos elétricos caídos.
Quanto a eventos programados, como desfiles de Carnaval, o comandante sugeriu que cada município avalie os riscos antes de decidir sobre a sua realização. Desde o início de fevereiro, foram registadas 11.489 ocorrências relacionadas com o mau tempo, incluindo quedas de árvores, movimentos de massa e inundações.
Desde o dia 27 de janeiro, quando começou o atual quadro de mau tempo, a Proteção Civil contabilizou 1.272 deslocados. Infelizmente, 14 pessoas perderam a vida devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram feridos e desalojados. As consequências materiais incluem a destruição de casas, empresas e infraestruturas, além do fecho de estradas, escolas e serviços de transporte.
O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar até 2,5 mil milhões de euros. A situação continua a ser monitorizada de perto, e a população é aconselhada a manter-se informada e a seguir as orientações das autoridades.
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mau tempo mau tempo Nota: análise relacionada com mau tempo.
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Fonte: ECO





