Os cinemas em Portugal iniciaram 2026 com uma significativa redução no número de salas disponíveis. Em janeiro, o país contava com apenas 450 salas de cinema, o que representa uma diminuição de 112 em comparação com o final de 2025. Esta informação foi divulgada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e reflete os encerramentos que ocorreram nos últimos meses, especialmente devido à insolvência da exibidora Orient Cineplace.
No final de 2025, Portugal tinha 562 salas de cinema em funcionamento, com a NOS Lusomundo Cinemas a liderar o setor, operando 213 salas. A Cineplace, que fechou várias das suas salas, tinha 58, enquanto a UCI contava com 42. É importante notar que os dados do ICA são baseados em informações estatísticas provenientes das bilheteiras, mas a análise pode ser parcial, uma vez que alguns concelhos não reportam dados ao instituto.
Além do encerramento da Cineplace, a NOS Lusomundo Cinemas também sofreu perdas, incluindo o fechamento do complexo Alvaláxia em Lisboa, reduzindo o seu total para 196 salas. Atualmente, cinco capitais de distrito, nomeadamente Viana do Castelo, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre, não têm exibição comercial regular de cinema. Leiria, que também ficou sem cinemas devido a inundações recentes, é mais uma cidade afetada por esta situação.
Apesar da diminuição do número de salas, os cinemas em Portugal registaram um desempenho notável em termos de receitas. Em janeiro, as salas arrecadaram 8,8 milhões de euros, o que representa a melhor bilheteira para este mês desde 2004. O número de espectadores também foi encorajador, com 1.277.458 entradas, o que marca o melhor janeiro desde 2016.
Comparando com o início de 2025, as receitas aumentaram 27,4% e o número de espectadores cresceu 17,7%. Este aumento pode ser atribuído ao sucesso de dois filmes em particular: “A Criada”, de Paul Feig, e “Avatar: Fogo e Cinzas”, de James Cameron. “A Criada”, que estreou a 1 de janeiro, atraiu 425.424 espectadores e gerou 2,8 milhões de euros em bilheteira. Por sua vez, “Avatar: Fogo e Cinzas” teve 246.445 entradas e arrecadou 2,1 milhões de euros.
A distribuidora Pris Audiovisuais, responsável pela distribuição de “A Criada”, viu a sua receita de bilheteira disparar em 1.500%, alcançando 2,9 milhões de euros em janeiro, comparado aos 180 mil euros do mesmo mês em 2025. Entre os filmes portugueses, “Os Enforcados”, uma coprodução luso-brasileira de Fernando Coimbra, destacou-se como o mais visto, com 1.418 espectadores, seguido de “Justa”, de Teresa Villaverde, que contou com 625 entradas.
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Fonte: ECO





