A Fidelidade anunciou a emissão de 500 milhões de euros em obrigações subordinadas Tier 2, com uma maturidade de 20 anos e uma taxa de juro fixada em 4,25%. Esta operação, que teve uma forte adesão do mercado, foi liderada por um consórcio de bancos que inclui o BNP Paribas, CaixaBI, Deutsche Bank, J.P. Morgan e Société Générale.
O interesse demonstrado pelos investidores foi notável, com a procura a superar em mais de 2,6 vezes o montante disponibilizado. Esta elevada procura permitiu à Fidelidade ajustar a taxa de juro, que foi significativamente reduzida em relação ao preço inicialmente previsto. Durante os primeiros 10 anos, a companhia pagará uma taxa de juro de 4,25% ao ano, o que reflete a confiança dos investidores nas obrigações subordinadas emitidas.
Além disso, a Fidelidade terá a opção de reembolso antecipado das obrigações a partir de agosto de 2035, oferecendo flexibilidade à empresa. As novas obrigações subordinadas receberam um rating de “BBB+” da Standard & Poor’s, o que reforça a sua credibilidade no mercado.
Em paralelo, a Fidelidade lançou uma oferta de aquisição para os detentores de obrigações subordinadas Tier 2 emitidas em junho de 2021. Os atuais investidores têm até 16 de fevereiro para aceitar as condições propostas, permitindo à companhia exercer a sua opção de reembolso. Esta estratégia pode ser vista como uma forma de gestão ativa da dívida, alinhando-se com as melhores práticas do setor.
A emissão de obrigações subordinadas é uma ferramenta importante para a Fidelidade, permitindo-lhe captar recursos a um custo competitivo e reforçar a sua posição no mercado. A forte adesão a esta operação demonstra a confiança dos investidores na solidez financeira da companhia.
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Fonte: Sapo





