As Forças Armadas de Portugal intensificaram a sua atuação no apoio às populações afetadas pela tempestade Kristin, a partir do dia 30 de janeiro, através de um contacto direto com as autarquias. Esta informação foi divulgada em conferência de imprensa na Academia Militar, localizada no concelho da Amadora, em Lisboa, pela tenente-coronel Susana Pinto, porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
Os militares estão no terreno desde o início da tempestade, a 28 de janeiro, e a tenente-coronel sublinhou que as Forças Armadas atuam como agentes de proteção civil secundários. O primeiro pedido de apoio que receberam da Proteção Civil ocorreu no dia 28 às 09:00, com uma resposta rápida às 13:00 do mesmo dia. No dia seguinte, 29 de janeiro, foi declarado o estado de prontidão “azul”, que garante uma resposta em 24 horas.
O comandante Sá Granja, porta-voz da Marinha, explicou que a atuação das Forças Armadas teve duas fases distintas. A primeira fase consistiu em pedidos que chegaram através da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), enquanto a segunda fase, que começou a 30 de janeiro, foi caracterizada por um aumento significativo na robustez da resposta. Este reforço deve-se à autorização governamental que permitiu um contacto direto entre os ramos das Forças Armadas e os municípios afetados.
Com esta nova linha de ação, o número de meios, efetivos e ações no terreno aumentou consideravelmente. A tenente-coronel Susana Pinto não forneceu detalhes específicos sobre as alterações, mas enfatizou a importância deste contacto direto para a eficácia da resposta às necessidades das populações.
A atuação das Forças Armadas é vital em situações de emergência, e a sua capacidade de resposta foi claramente ampliada com esta nova abordagem. A colaboração com as autarquias permite uma melhor coordenação e uma resposta mais rápida e eficaz às situações de crise.
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Fonte: Sapo





