França exige demissão da relatora da ONU Francesca Albanese

França, um dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, está a exigir a demissão da relatora especial da ONU para os territórios palestinianos, Francesca Albanese. Esta solicitação surge após o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, ter classificado as suas declarações como “escandalosas e condenáveis”.

Barrot afirmou que “França condena sem reservas os comentários ultrajantes de Francesca Albanese, que não se dirigem apenas ao Governo israelita, mas sim a Israel enquanto povo e nação, o que é absolutamente inaceitável”. Esta posição foi reforçada após cerca de 50 membros do partido Renascimento, que apoia o Presidente Emmanuel Macron, terem enviado uma carta a pedir sanções contra Albanese e o seu afastamento imediato de qualquer mandato na ONU.

Durante um fórum realizado em Doha e transmitido pelo canal Al-Jazeera, Francesca Albanese referiu-se a um “inimigo comum” que, segundo ela, permitiu um “genocídio” em Gaza. Albanese criticou a maioria dos países que, em vez de deter Israel, o têm armado e apoiado politicamente. “Nós, que não controlamos um vasto capital financeiro, nem algoritmos, nem armas, agora vemos que, como humanidade, temos um inimigo comum”, disse.

Em resposta às críticas, Albanese utilizou as redes sociais para afirmar que “o inimigo comum da humanidade é O SISTEMA que permitiu o genocídio na Palestina”, destacando a sua mensagem em letras maiúsculas. No entanto, Barrot não hesitou em condenar as suas palavras, considerando que elas “acrescentam-se a uma longa lista de posições escandalosas” e que justificam o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, um evento que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 251.

O ataque do Hamas levou a uma retaliação militar em grande escala por parte de Israel na Faixa de Gaza, que resultou em mais de 72 mil mortos e uma crise humanitária sem precedentes. A destruição das infraestruturas do território e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas acentuaram a gravidade da situação. Desde 10 de outubro de 2025, um acordo de cessar-fogo está em vigor, mas a tensão entre as partes continua a ser uma preocupação global.

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Francesca Albanese Francesca Albanese Nota: análise relacionada com Francesca Albanese.

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Fonte: ECO

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