A Heineken, uma das maiores cervejeiras do mundo, anunciou que irá despedir entre cinco a seis mil trabalhadores nos próximos dois anos. A decisão foi justificada pela empresa como uma resposta às “difíceis condições de mercado” que está a enfrentar. Na abertura da Bolsa de Amesterdão, as ações da Heineken subiram 3,9%, refletindo a reação do mercado a esta reestruturação.
No comunicado oficial, a Heineken destacou que o objetivo é aumentar a produtividade em larga escala, o que permitirá uma redução significativa de custos. O diretor-executivo da empresa, Dolf van den Brink, que já anunciou a sua saída após quase seis anos à frente da Heineken, afirmou que a empresa mantém uma postura cautelosa em relação às condições do mercado cervejeiro a curto prazo.
A Heineken, que ocupa o segundo lugar no setor, logo a seguir à AB InBev, enfrenta desafios de penetração e vendas, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Este cenário complicado levou a empresa a tomar medidas drásticas, incluindo a eliminação ou transferência de 400 postos de trabalho em outubro, como parte de uma reorganização da sua sede em Amsterdão. A empresa, que conta com cerca de 87.000 trabalhadores a nível global, está a explorar novas tecnologias para se adaptar às exigências do mercado.
Os despedimentos na Heineken refletem uma tendência maior no setor, onde muitas empresas estão a reavaliar as suas operações para se manterem competitivas. A pressão para reduzir custos e aumentar a eficiência tem levado a decisões difíceis, mas necessárias, para garantir a sustentabilidade a longo prazo.
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Fonte: ECO





