Mau tempo leva primeiro-ministro a cancelar retiro da UE

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, decidiu cancelar a sua participação no retiro informal de líderes da União Europeia (UE), agendado para quinta-feira na Bélgica. Esta decisão surge em resposta à situação de calamidade em Portugal, que enfrenta severas consequências devido ao mau tempo.

Fontes governamentais em Bruxelas confirmaram que Montenegro não se deslocará ao castelo de Alden Biesen, onde os líderes da UE se reuniriam para discutir a competitividade europeia, especialmente em relação a potências como os Estados Unidos e a China. O risco de cheias e a calamidade em Portugal foram os principais motivos para esta decisão.

Ainda não se sabe quem irá representar Portugal no encontro, uma vez que a presença física dos líderes é geralmente exigida, mas a delegação é permitida em casos de emergência. Em ocasiões anteriores, Montenegro já havia delegado a sua participação a outros líderes, como o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

O retiro, organizado pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, é uma oportunidade para discutir a competitividade da Europa, especialmente num contexto de cooperação financeira que levanta questões sobre uma Europa a duas velocidades.

Além disso, o debate quinzenal com o primeiro-ministro, que estava previsto para hoje, foi adiado para sexta-feira. Este adiamento deve-se às consequências devastadoras do mau tempo em Portugal, que resultaram em inundações e calamidade em mais de 60 concelhos. A situação é crítica, com a Câmara Municipal de Coimbra a ter retirado cerca de três mil pessoas devido ao risco de colapso das margens do Mondego.

Desde o início do ano, Portugal já registou quinze mortes relacionadas com as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram feridos e desalojados em várias regiões. As consequências materiais incluem a destruição de casas e empresas, quedas de árvores, e o encerramento de estradas e serviços essenciais. As áreas mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo.

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O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros. A calamidade em Portugal exige uma resposta rápida e eficaz para mitigar os danos e apoiar as populações afetadas.

Leia também: O impacto das cheias na economia portuguesa.

calamidade em Portugal calamidade em Portugal Nota: análise relacionada com calamidade em Portugal.

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Fonte: Sapo

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