A NATO deu início, esta quarta-feira, a uma nova missão com o objetivo de reforçar a segurança no Ártico. Esta iniciativa surge como uma resposta às tensões geopolíticas na região, especialmente após o recuo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas suas ameaças de anexação da Gronelândia.
O comandante supremo da NATO, general Alexus Grynkewich, sublinhou que a operação visa “manter a estabilidade numa das regiões mais importantes do ponto de vista estratégico”. A missão, denominada “Arctic Sentry” (Sentinela do Ártico), foi decidida após um encontro entre Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos, na Suíça, em janeiro. Durante essa reunião, ambos concordaram que a Aliança deveria assumir coletivamente mais responsabilidades na região, especialmente face às ambições da Rússia e ao crescente interesse da China.
A nova missão permitirá uma melhor coordenação das operações já existentes, como o exercício “Arctic Endurance”, promovido pela Dinamarca, e o “Cold Response”, planeado pela Noruega. Embora a NATO tenha afirmado que outras operações, tanto navais como terrestres, poderão ser consideradas, ainda não foram tomadas decisões concretas sobre a sua implementação.
A Rússia, por sua vez, reagiu ao anúncio da NATO, afirmando que tomará contramedidas, incluindo ações de “natureza militar”, caso os países ocidentais aumentem a sua presença militar na Gronelândia. Esta resposta ressalta a tensão crescente na região e a importância da segurança no Ártico, que se tornou um foco de disputa geopolítica.
A missão da NATO no Ártico é uma resposta clara às preocupações sobre a segurança na região, que é vista como estratégica tanto para os países ocidentais como para a Rússia. A Aliança pretende, assim, garantir que o Ártico e o Alto Norte permaneçam seguros, aproveitando o seu poder coletivo para proteger o território.
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Fonte: Sapo





