Potência contratada: Está a pagar a mais pela eletricidade?

Quando recebe a fatura da eletricidade, é comum focar-se no valor total e no consumo. Contudo, há um elemento que merece a sua atenção: a potência contratada. Este valor fixo, que é pago diariamente, não depende do seu consumo real. Assim, mesmo que esteja fora de casa ou em férias, a conta continua a incluir este custo.

Muitas famílias têm uma potência contratada superior à que realmente necessitam. Isso implica um gasto desnecessário todos os meses, sem qualquer benefício prático. A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível ajustar a potência contratada e, assim, reduzir a fatura da luz sem comprometer o conforto.

A potência contratada refere-se à quantidade máxima de eletricidade que pode ser utilizada ao mesmo tempo na sua habitação. Este valor determina quantos equipamentos elétricos podem estar ligados simultaneamente sem que a instalação “vá abaixo”. Quanto maior for a potência contratada, maior será o custo fixo na fatura.

É importante distinguir entre potência contratada (kVA) e consumo de eletricidade (kWh). A primeira indica a capacidade da instalação elétrica, enquanto a segunda corresponde à energia efetivamente utilizada ao longo do tempo. Para ilustrar: a potência contratada é como a largura de uma estrada, enquanto o consumo é o número de carros que a utilizam. Se a estrada for larga, mas poucos carros a utilizam, está a pagar por algo que não precisa.

Em Portugal, existem 13 escalões de potência contratada disponíveis, que variam entre 1,15 kVA e 41,40 kVA. Para a maioria das habitações, os valores situam-se entre os 3,45 kVA e os 6,9 kVA, sendo que potências superiores são geralmente utilizadas em casas maiores ou com mais equipamentos elétricos.

Como a potência contratada afeta a sua fatura? Por ser um custo fixo, aparece na fatura como um valor diário, multiplicado pelo número de dias do período faturado. Embora possa parecer um valor pequeno, ao longo de um ano, pode representar uma parte significativa do total pago pela eletricidade. Isso é especialmente relevante para agregados familiares com consumo reduzido ou para quem passa pouco tempo em casa.

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Para saber qual é a potência contratada da sua casa, consulte a fatura da eletricidade, onde este valor está normalmente identificado. Também pode verificar na área de cliente do seu fornecedor ou através do contador inteligente, se disponível. Uma vez identificado, é importante avaliar se esta potência é adequada às suas necessidades diárias.

Se o disjuntor nunca dispara, mesmo com vários equipamentos ligados, pode ser um sinal de que está a pagar por uma potência contratada excessiva. Além disso, se raramente utiliza vários eletrodomésticos ao mesmo tempo ou passa muito tempo fora de casa, talvez seja hora de reconsiderar a potência contratada.

A potência recomendada varia consoante o número de pessoas e os equipamentos utilizados. Por exemplo, uma casa com duas pessoas pode precisar de 3,45 kVA, enquanto uma família de quatro pode necessitar de 6,9 kVA. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) disponibiliza um simulador que pode ajudar a determinar a potência ideal para a sua situação.

Reduzir a potência contratada pode resultar em poupanças. Embora não faça desaparecer grandes quantias da fatura de um mês para o outro, trata-se de uma economia fixa que se acumula ao longo do tempo. Segundo a ERSE, baixar um escalão de potência pode permitir uma poupança de cerca de 36 euros por ano.

No entanto, é importante ter cuidado. Reduzir demasiado a potência pode levar ao disparo do disjuntor, causando interrupções e incómodos. Se o disjuntor já dispara com frequência, talvez seja melhor manter ou até aumentar a potência contratada.

Em suma, avaliar a sua potência contratada é uma forma eficaz de otimizar a fatura da eletricidade. Se a sua casa funciona sem problemas e não há cortes de energia frequentes, vale a pena questionar se está a pagar por uma capacidade que não utiliza.

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Fonte: Doutor Finanças

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