Nos últimos dias, o Turismo de Portugal lançou uma iniciativa que visa mobilizar a hotelaria nacional para acolher a população e os trabalhadores afetados pelas severas tempestades que têm atingido o país. O programa, denominado “Turismo Acolhe”, já conta com a adesão de 22 unidades turísticas, que se disponibilizam para oferecer alojamento a quem ficou sem casa.
Luís Pedro Martins, presidente da Entidade Regional do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), destacou a importância desta ação, afirmando que “já há grupos hoteleiros a participar neste programa, disponibilizando camas numa primeira fase para a população afetada”. Esta mobilização surge num momento crítico, onde muitos cidadãos se encontram em situações vulneráveis devido aos danos causados pelas intempéries.
A iniciativa não se limita apenas à população desalojada. Numa segunda fase, o programa abrirá as portas para acolher trabalhadores que necessitam permanecer nas áreas afetadas. “Se não há casas para os residentes, muito menos para os trabalhadores que precisamos para a recuperação das infraestruturas”, sublinhou Martins.
A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) também se mostrou solidária com a causa. O seu presidente, Bernardo Trindade, enfatizou a necessidade de convocar as unidades hoteleiras, especialmente nas regiões mais impactadas pelas tempestades. A vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira, revelou que está a ser realizado um levantamento junto dos associados para avaliar os danos e a disponibilidade de acolhimento.
“Estamos a pedir aos nossos associados para nos darem um diagnóstico sobre os danos que sofreram, quantas pessoas já estão a acolher e a sua disponibilidade para ajudar”, explicou Siza Vieira. Importa referir que, antes do lançamento deste programa, muitos hotéis nas áreas afetadas já estavam a acolher os seus trabalhadores e as suas famílias que ficaram desalojados.
A Cruz Vermelha, por exemplo, já tem equipas alojadas na região de Fátima, demonstrando a solidariedade e o espírito de comunidade que emerge em tempos de crise. O programa “Turismo Acolhe” conta ainda com uma comparticipação financeira do Turismo de Portugal, que estabelece um preço máximo de 60 euros por noite, ou um valor que deve ser 10% inferior à tarifa mais baixa disponível.
Siza Vieira acrescentou que grupos como Vila Galé, Luna e Pestana já manifestaram interesse em participar, embora alguns hotéis nas Caldas da Rainha já estejam com elevada taxa de ocupação. Esta mobilização da hotelaria é um exemplo de como o setor pode contribuir para a recuperação e apoio à comunidade em momentos difíceis.
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Fonte: Sapo





