Na noite de quarta-feira, um troço da Autoestrada 1 (A1) desabou em Coimbra, após o rompimento de um dique nos Casais. A Brisa, concessionária da A1, confirmou que o colapso ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela área, junto ao quilómetro 191. A GNR também confirmou os danos na plataforma da autoestrada.
Devido a este incidente, o trânsito na A1 foi cortado entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambas as direcções. A principal alternativa sugerida para os automobilistas é o Itinerário Complementar 2 (IC2), que pode ajudar a contornar os transtornos causados pelo desabamento.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que o Governo estava ciente da situação e que o problema estava a ser monitorizado há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Em declarações à SIC Notícias, o ministro descreveu a situação como “extraordinária”, referindo que as águas provocaram escavações que levaram ao colapso da estrutura.
Pinto Luz admitiu que as reparações no troço da A1 afetado vão demorar “semanas”. Durante uma visita ao local, destacou a rapidez e a força das águas, classificando a situação como “absolutamente anormal”. A rutura foi causada por um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, o que levou à escavação do aterro junto ao viaduto C do Mondego.
Para mitigar os danos, estão a ser utilizados 15 camiões com enrocamento, uma técnica que consiste na colocação de blocos de rocha compactados. O ministro sublinhou que esta é a única solução viável enquanto as águas não diminuírem. Ele também alertou que a fissura no sentido norte-sul pode alastrar para o sentido oposto.
A Brisa, por sua vez, está a trabalhar para minimizar os transtornos e sugere que os automobilistas utilizem o corredor A8/A17/A25 ou o IC2 como vias alternativas. A concessionária confirmou que o abatimento do pavimento ocorreu cerca de três horas após o corte preventivo da A1, que foi realizado para garantir a segurança dos utilizadores.
Desde o dia 2, a Brisa tem monitorizado a situação com vistorias permanentes e tem mais de 30 operacionais no terreno, colaborando com as autoridades de proteção civil. O corte na A1 foi implementado pouco depois das 18:00 de quarta-feira, em ambos os sentidos, em resposta ao rompimento do dique que canaliza o Rio Mondego.
A situação meteorológica em Portugal tem sido crítica, com tempestades a causarem 16 mortes e muitos feridos. As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 em 68 concelhos, anunciando medidas de apoio que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros.
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Fonte: ECO





