A Hermès, a icónica marca francesa, fechou o ano de 2025 com receitas que ultrapassaram pela primeira vez a barreira dos 16 mil milhões de euros, totalizando 16.002 milhões. Este resultado, divulgado recentemente, destaca-se principalmente pela força da sua divisão de marroquinaria, que inclui os célebres produtos como as malas Birkin e Kelly. Apesar de alguns setores, como perfumes e relojoaria, terem apresentado resultados menos favoráveis, a Hermès continua a ser um dos líderes do mercado de luxo.
O resultado operacional recorrente da Hermès também registou um aumento, fixando-se em 6,5 mil milhões de euros, um crescimento de 7% em comparação com o ano anterior. A margem operacional subiu para 41%, em relação aos 40,5% de 2024, o que demonstra a solidez da marca num ambiente competitivo, onde os seus principais concorrentes, LVMH e Kering, não conseguiram alcançar resultados tão positivos.
A divisão de marroquinaria e selaria, que inclui as desejadas malas Birkin e Kelly, representa cerca de 44% das receitas totais da Hermès, tendo crescido 13,1% graças ao aumento da capacidade produtiva em França. Outras áreas, como o ready to wear e acessórios, também mostraram um desempenho positivo, com um crescimento de 6,1%. No entanto, a divisão de perfumes e beleza enfrentou um retrocesso de 7,6%, especialmente em comparação com o ano anterior, que foi marcado pelo lançamento do perfume Barénia. A relojoaria, apesar de uma recuperação no segundo semestre, viu uma queda de 1,5%.
Em termos geográficos, a Hermès reportou crescimento em todas as regiões. A Ásia, excluindo o Japão, cresceu 4,9%, enquanto o Japão destacou-se com um aumento de 14,1%. As Américas registaram um crescimento de 12,4%, e a Europa, sem considerar a França, subiu 11,3%. Em França, o crescimento foi de 8,9%, e o Médio Oriente teve uma das maiores evoluções, com um aumento de 14,9%.
O lucro líquido atribuível ao grupo foi de 4,524 milhões de euros, uma ligeira diminuição em relação aos 4,603 milhões de 2024, devido a uma contribuição excecional sobre os lucros das grandes empresas em França. Para 2026, a Hermès identificou duas áreas que merecem atenção especial: a desaceleração do crescimento na Ásia, excluindo o Japão, e a contração nas divisões de perfumes e relojoaria. O CEO da Hermès, Axel Dumas, reconheceu que há “trabalho a fazer” nessas áreas.
Dumas também foi cauteloso em relação ao crescimento na China, destacando que o Ano Novo Chinês tem um impacto significativo nas vendas. “É difícil prever o resultado, pois a data varia. Este ano, será a meio de fevereiro, e não teremos uma ideia clara do que esperar em 2026 antes do final do primeiro trimestre”, afirmou durante a apresentação dos resultados em Paris.
Além disso, a Hermès propôs um dividendo anual de 18 euros por ação, incluindo um pagamento intercalar de 5 euros já realizado em fevereiro de 2026.
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Fonte: ECO





