O conceito de “sorte grande” tem sido uma fonte de inspiração para muitos artistas ao longo das décadas, refletindo a busca incessante por riqueza e a esperança de uma vida melhor. Um exemplo marcante é a canção “Free Money” de Patti Smith, lançada em 1975. Nesta música, a protagonista sonha em ganhar a lotaria para proporcionar à sua filha tudo o que deseja. O que se destaca é que os pedidos não são apenas de uma criança, mas sim as aspirações de uma mulher adulta que projeta os seus desejos na figura da filha.
A letra revela que, mesmo sabendo que o dinheiro fácil pode vir à custa de outros, a mãe não se sente culpada. Para ela, a “sorte grande” significaria a realização de sonhos, como voar em jatos ou explorar desertos. Este desejo de riqueza, embora etéreo, aquece o seu coração e alimenta a sua esperança. A canção ressoa ainda hoje, especialmente com as novas formas de jogos de azar, como o Euromilhões e as apostas online. Afinal, quem nunca sonhou com a sorte grande?
Outro exemplo notável é “Take The Money and Run” da Steve Miller Band, de 1976. A história de Billy Joe e Bobbie Sue, um casal que se envolve em problemas após um assalto, mostra como a busca pela fortuna pode levar a consequências inesperadas. O refrão, que incita a fugir com o dinheiro, transforma a narrativa em uma espécie de romance criminoso. A canção sugere que, por vezes, a sorte grande pode ser acompanhada de riscos e decisões moralmente questionáveis.
Por sua vez, “Rich Girl” de Hall and Oates, lançada em 1977, apresenta uma crítica à vida de uma jovem mimada que se aproveita da fortuna dos pais. A letra reflete a superficialidade da riqueza e como a falta de desafios pode resultar em uma falta de empatia. A protagonista, protegida do mundo real, vive numa bolha de privilégios, mas a canção sugere que essa vida pode não levar à verdadeira felicidade ou amor.
Essas canções, apesar de serem de épocas diferentes, partilham um tema comum: a busca pela sorte grande e o dinheiro fácil. Elas mostram como esse desejo pode moldar vidas e decisões, frequentemente com consequências imprevistas. A música continua a ser um espelho da sociedade, refletindo os anseios e as realidades de quem sonha com uma vida melhor.
Leia também: A marcha musical da mulher independente
Leia também: Western Digital destaca-se como a 2ª melhor ação do S&P 500
Fonte: Doutor Finanças

