Fábio Teixeira, enfermeiro de formação, pediu a sua demissão do cargo de coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER) menos de uma semana após a sua nomeação. O pedido foi aceite pelo presidente da estrutura, Manuel Nina, que expressou agradecimento pela disponibilidade e responsabilidade demonstradas por Teixeira.
A nomeação de Fábio Teixeira gerou controvérsia, uma vez que não possui experiência nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, revelou que não foi informada sobre esta designação e tomou conhecimento dela através da imprensa. A ministra afirmou que “nunca poderia concordar com a designação para uma estrutura tão especializada como a EMER de um profissional que não fosse da área”.
Fábio Teixeira é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, com uma pós-graduação em Gestão de Projetos e certificações em gestão de projetos e metodologias ágeis. O seu percurso profissional inclui funções em consultoria tecnológica e assessoria em gabinetes governamentais, mas a falta de experiência específica na área das energias renováveis levantou questões sobre a sua adequação para o cargo.
A EMER, criada em março de 2024, tem como missão agilizar os processos de concretização dos projetos de energias renováveis inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo a ministra, a estrutura será extinta no final deste ano, após a conclusão das suas tarefas. O presidente da EMER, que iniciou funções em janeiro de 2026, é responsável pela gestão interna da estrutura, incluindo o reforço de equipas e a implementação de projetos como o balcão único de licenciamento e o estudo da diretiva RED III sobre zonas de aceleração de energias renováveis.
A polémica em torno da nomeação de Fábio Teixeira levanta questões sobre a transparência e a adequação das escolhas feitas para liderar estruturas tão importantes como a EMER. A falta de experiência na área pode comprometer a eficácia da gestão dos projetos de energias renováveis em Portugal.
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Fonte: ECO





