Judite Mota, a nova diretora criativa do grupo Publicis, partilha a sua ambição de levar a Leo a um nível onde a agência já esteve. Com um regresso ao mundo das agências, Mota revela que a sua paixão pela publicidade a trouxe de volta após um ano afastada. A Leo, que já foi uma das agências mais premiadas em Portugal, é agora o foco da sua estratégia.
A diretora, que anteriormente ocupou cargos de destaque na VMLY&R, acredita que a herança da Leo é um legado que deve ser respeitado e continuado. “Acredito que todos na agência, não apenas o departamento criativo, mas todo o grupo Publicis, partilham esta visão e ambição para a Leo”, afirma Mota.
A sua chegada coincide com a transformação do Publicis Groupe a nível global, que lançou a Leo Constellation, uma rede criativa que integra Publicis Worldwide e Leo Burnett. Este movimento visa promover uma maior colaboração entre dados, media, conteúdo e tecnologia, concretizando o conceito “Power of One”, que foi introduzido em 2016. Mota sublinha que, embora a teoria já existisse, a prática da colaboração entre equipas de diferentes disciplinas é agora uma realidade.
Um dos principais pontos que Mota destaca é a importância de um P&L único (profit and loss) para todo o grupo. Este modelo, segundo ela, facilita a colaboração, uma vez que elimina a competição entre áreas. “Quando temos P&L paralelos, a colaboração torna-se mais difícil. Com um P&L único, todos partilhamos os mesmos objetivos e corremos em conjunto”, explica.
O novo papel de Mota na Leo não altera a essência do que a agência sempre representou. A criatividade continua a ser o motor do negócio, e a diretora acredita que a colaboração entre diferentes especialidades é fundamental. “Não é apenas responsabilidade dos criativos. A criatividade deve estar presente em todas as áreas”, afirma.
Mota também menciona que a nova abordagem da Leo é flexível e adaptável a diferentes clientes. “O modelo Power of One serve a todos os clientes, mas de maneiras diferentes, consoante as suas necessidades”, diz. A ideia é que cada cliente receba uma resposta criativa adequada, seja ela mais centrada em media ou em criatividade.
A transição da marca Publicis para Leo como a principal marca criativa não é vista como um problema. Mota acredita que o que realmente importa são as equipas e a forma como trabalham em conjunto para agregar valor aos clientes. “Os nomes são a coisa menos importante. O que interessa é a qualidade do trabalho que entregamos”, conclui.
A ambição de Judite Mota é clara: elevar a Leo a um patamar de excelência onde já esteve. “Acredito que um bom trabalho criativo terá impacto no negócio e, consequentemente, na posição da Leo nos rankings”, afirma. Com esta visão, Mota espera que a Leo recupere o seu prestígio e se torne novamente uma referência no setor publicitário.
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Fonte: ECO





