CUGA fecha 25 acordos e evita despedimentos em modernização

A CUGA, empresa que se destaca na indústria alimentar, já assinou 25 acordos com os seus colaboradores na sequência de um processo de modernização industrial. Este movimento, que inclui a automatização da linha de embalamento, visa evitar despedimentos, apesar da previsão de dispensar cerca de 30 trabalhadores a partir de março.

Nuno Pereira, CEO do grupo, sublinha que a dispensa de trabalhadores é uma consequência indesejada, mas inevitável, do investimento de três milhões de euros que começou em 2025. Este investimento está direcionado para a modernização das linhas de produção e para a qualificação tecnológica das unidades industriais. A CUGA opera não só em Paredes, mas também em Vila Flor e Vila Real, e espera que, com a conclusão da requalificação, se torne mais sustentável e competitiva a partir de 2026.

Das 30 propostas iniciais, 25 acordos já foram firmados, incluindo a adesão voluntária de 11 trabalhadoras. Os acordos, que envolvem colaboradoras sindicalizadas e uma delegada sindical, foram elaborados com condições “incomparavelmente mais favoráveis” do que um despedimento coletivo. Luísa Boaventura, responsável de recursos humanos, destaca que as negociações têm decorrido num clima “tranquilo” e de respeito, oferecendo vantagens significativas para a reorganização da vida dos colaboradores.

A CUGA espera concluir os restantes acordos nos próximos dias, mantendo uma expectativa positiva em relação à criação líquida de cerca de 25 postos de trabalho desde o início de 2025, fruto das contratações recentes. Desde a reabertura da produção em Paredes, em 2022, a empresa já contratou 50 trabalhadores para a colheita e abriu uma nova unidade em Vila Flor dedicada ao fabrico de composto para o cultivo de cogumelos.

Desde 2023, a CUGA tem vindo a aumentar os salários em cerca de 30%, um valor que supera em muito o impacto da inflação no mesmo período. Além disso, foram introduzidos incentivos de produtividade que podem acrescentar entre 300 e mais de mil euros ao vencimento base, dependendo do volume de encomendas. Nuno Pereira afirma que o plano de recuperação sempre incluiu a manutenção e reforço dos postos de trabalho, e que a automatização da embalagem é uma “última dor de crescimento” necessária para garantir a sustentabilidade do grupo e proteger mais de 300 empregos.

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A modernização em curso é vista como uma oportunidade para consolidar a posição da CUGA na indústria alimentar e assegurar a viabilidade a longo prazo das suas operações. Leia também: CUGA investe na formação dos colaboradores para enfrentar desafios.

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Fonte: Sapo

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