Banco Montepio estima que 10% a 15% do crédito está em risco

O CEO do Banco Montepio, Pedro Leitão, afirmou em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena 1/Jornal de Negócios que cerca de 10% a 15% da carteira de crédito do banco pode estar afetada pelas recentes tempestades que levaram à declaração de estado de calamidade em várias regiões. Segundo Leitão, a resposta do governo e das instituições financeiras foi mais rápida e abrangente em comparação com situações passadas, permitindo que apoios financeiros fossem disponibilizados de forma célere.

Leitão destacou que, embora haja uma procura significativa por informações sobre os apoios financeiros e moratórias, muitos particulares e empresas ainda estão a avaliar os danos antes de decidirem solicitar assistência. Ele sublinhou que o risco de incumprimento existe, mas pode ser mitigado se as medidas de apoio forem implementadas de forma eficaz e rápida.

Os bancos em Portugal estão a implementar moratórias de 90 dias, que permitem suspender o pagamento de capital e juros em créditos para famílias e empresas afetadas pela tempestade Kristin. Esta medida, que se aplica a municípios em situação de calamidade, permite adiar prestações sem que haja incumprimento, retroagindo a 28 de janeiro de 2026. Os formulários para solicitar estas moratórias estão disponíveis nos canais digitais e nas agências.

Relativamente à atribuição de verbas a fundo perdido, Pedro Leitão considera que ter mais opções é sempre benéfico, desde que os critérios sejam claros e de fácil compreensão. Sobre a garantia pública para a compra de habitação por jovens, o CEO revelou que a procura tem sido elevada e que o montante inicial disponível esgotou rapidamente. O Banco Montepio já reforçou esta linha de crédito para 60 milhões de euros, dos quais dois terços já estão comprometidos. No ano passado, 41% do crédito concedido foi para jovens, muitos dos quais beneficiaram da garantia do Estado.

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Diferente de outros líderes bancários, Leitão não vê a necessidade de financiar créditos à habitação a 100% no futuro. Na mesma semana em que foram apresentados os resultados do banco, que superaram os 100 milhões de euros, o CEO, que está prestes a deixar a presidência executiva, não revelou o valor dos dividendos a atribuir, mas garantiu que não serão inferiores aos 30 milhões do ano anterior.

Leitão enfatizou a importância de agir com responsabilidade e critério, destacando que, sob a sua liderança, o banco conseguiu romper um “jejum de 12 anos” sem distribuição de dividendos. Ele atribui o crescimento dos resultados a uma gestão eficaz, que permitiu limpar 2 mil milhões de euros de malparado do balanço e reduzir o spread de financiamento de 10% para 1,48%.

A sua saída do Banco Montepio não o surpreendeu, e Leitão prefere encarar a situação com normalidade, afirmando que o trabalho de tornar o banco robusto e sustentável foi cumprido. “O algodão não engana”, concluiu.

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Banco Montepio Banco Montepio Nota: análise relacionada com Banco Montepio.

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Fonte: Sapo

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